Como se sabe, o termo “classes” foi usado para designar grupos sociais desde a Roma antiga, com um sentido mais próximo de ocupações, áreas de atuação. Os filósofos iluministas tornaram a questão mais densa, englobando rendimento, modo de vida, cultura – Voltaire, Montesquieu e Rousseau têm ótimas passagens sobre isso. Marx e Engels pegaram o conceito num contexto da Economia Política que os clássicos ingleses tinham inventado e eles criticaram (quer dizer, retomaram visando a sua superação sem que a desprezassem em nenhum momento). Em Marx e Engels, classes são grupos estruturais da sociedade, ligados de diferentes formas à propriedade, à produção e ao poder. A sociologia norte-americana tendeu a transformar classes sociais em grupos de renda e consumo.
O futuro a Lula pertence
27 de maio de 2011 às 11:46 | ComentarPor Maria Cristina Fernandes
NO VALOR
Ameaça ruir o esforço da presidente Dilma Rousseff em imprimir uma marca e selar diferenças em relação ao governo de seu antecessor.
As denúncias que envolvem o ministro da Casa Civil, a votação do Código Florestal e a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília ameaçam a forma e o conteúdo da mudança.
O PT e a política cultural de esquerda no Brasil: uma história acidentada
5 de abril de 2011 às 22:32 | 20 ComentáriosVale a pena repassar alguns momentos da história recente da esquerda com a cultura. Dentro desse contexto, é possível apreciar a revolução que representou a experiência do Ministério da Cultura de Lula.
Lula e América Latina: o fim de uma era?
15 de setembro de 2010 às 14:47 | ComentarLula da Silva e a primeira-dama, Marisa Letícia, no do 7 de Setembro
Por Marcela Sanchez
The New York Times News Service – UOL
Em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia)
Não é fácil ser líder regional na América Latina. Agradar aos seguidores em seu próprio país já é difícil; mas os desafios aumentam quando se tem o perfil do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no qual depositaram suas esperanças os milhões de pessoas que viram nele a capacidade de influir nos temas políticos e econômicos mais prementes nestes tempos polarizados.
A era Lula
30 de agosto de 2010 às 9:43 | ComentarPor François Silvestre
Não adiantar espernear. Lula configurou uma era, queiram ou não. Diferentemente de JK, está empenhado na feitura do sucessor. Não é o mesmo Lula de São Bernardo, nem da Praça Craveiro Lopes.
”Serra deveria marcar sua diferença”
23 de agosto de 2010 às 22:08 | 6 ComentáriosAchei que Serra ia perder quando o vi com a Sabrina Sato. A esta altura da campanha, isso parece ter sido há muito tempo. Ele dava uma de cafajeste: tentava parecer informal, igual a todo mundo, popular.
Esboçava, de modo desagradável, desmentir a fama de sério, de acadêmico. Tentava parecer o que não é. Bem, talvez ele seja mesmo cafajeste, mas não o é como homem público. Via-se ali já o equívoco de querer parecer grosso como Lula. Mas Lula é grosso do modo mais chique que pode haver.
Lula na FLIP 2011
7 de agosto de 2010 às 17:27 | 12 ComentáriosAmigos e amigas:
A FSP de 7.8 divulgou uma boutade que circula na FLIP atual: convidarem Lula para falar sobre Sérgio Buarque de Hollanda na FLIP 2011.
É claro que a piada procura sublinhar o contraste entre o acadêmico FHC falando sobre Gilberto Freyre na FLIP 2010 e o presidente Silva (não-) falando sobre Sérgio, na FLIP seguinte. Considero, todavia, a irônica proposta involuntariamente pertinente: Sérgio foi um dos fundadores do PT; e escrevia muito bem, pode incentivar Lula a ler mais; e aparentemente teve relações pessoais com Lula – Dona Maria Amélia, viúva do historiador, gostava pessoalmente do presidente Silva, que a visitou no centésimo aniversário, conforme noticiado na Imprensa.
Alguns pensarão: Lula deve ler pouco e escrever menos. É verdade. Mas isso não é problema: basta convocar uma equipe de pesquisa, que fiche os livros de Sérgio, converse com Lula, sugira linhas de discussão. Depois, Silva gravaria uns comentários, um ghost-writer reveria tudo e ele assinaria. Como se sabe, muitos acadêmicos poliglotas que falam na FLIP procedem assim. Da mesma forma agem outros que publicam em grandes editoras.
Por falar nisso: A Cia. das Letras publicaria a fala de Lula?
Lembro que o presidente Silva, falando sobre Sérgio, daria um ar mais republicano à FLIP que, hoje, está cheia de príncipes – Orleans e Bragança, Cardoso. Se houver maracatus e congadas em Paraty, Lula poderia ser republicanamente saudado por reis desse universo.
Abraços para todos e todas:
Lula e os apedrejadores
2 de agosto de 2010 às 8:59 | ComentarPor Maurício Caleiro
À medida em que o desespero e a certeza da derrota vão tomando conta dos tucanos e da mídia amiga, cresce o grau de apelação – e de irracionalidade. O último factóide, na base do “se colar, colou”, é a tentativa de culpar o presidente Lula pelo eventual apedrejamento de Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma iraniana de 43 anos, mãe de dois filhos, por adultério.
Ignorar a história, uma saída rasteira
31 de julho de 2010 às 19:32 | ComentarPor Wálter Fanganiello Maierovitch
Na Carta Capital
Condenar a guerrilha sem levar em conta o contexto na qual surgiu é jogo sujo
Na campanha eleitoral em curso, o candidato tucano José Serra volta, como em 2002, a tentar colar no PT e, por tabela, em Lula e na concorrente Dilma, a imagem de apoiadores das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC). Serra ignora a história da Colômbia, país onde a violência tornou-se endêmica desde a morte por tuberculose do frustrado Simón Bolivar, em dezembro de 1829.
Uma campanha presidencial radicalizada? Por que?
28 de julho de 2010 às 10:22 | ComentarPor Bolívar Lamounier
Portal Exame
O que mais se ouve é que a campanha presidencial está radicalizada, tensa, agressiva. Estará mesmo? A questão é um pouco subjetiva, mas admitamos que sim. A campanha está radicalizada.
Direita, esquerda, centro
26 de julho de 2010 às 15:06 | ComentarPor Fernando de Barros e Silva
FSP
SÃO PAULO – Há no Brasil uma direita escandalosa e disposta a se escandalizar com tudo. Sua representação é mais midiática do que propriamente política. E o lulismo tem a ver com uma coisa e outra.
Monstros políticos
19 de julho de 2010 às 16:30 | ComentarPor Fernando de Barros e Silva
FSP
Há uma certa histeria em curso. Ela tem origem no temor de que, sem Lula, o chamado radicalismo petista ganhe corpo e se aproprie do “Brasil brasileiro”.
A manifestação mais candente dessa fantasia conservadora estava na capa da revista “Veja” da semana passada. A representação da ameaça na figura daqueles monstrinhos tarados era de doer.
A calúnia golpista da SIP contra Lula
18 de julho de 2010 às 11:23 | ComentarOs jornais de hoje (17) estampam declaração do presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa, Alejandro Aguirre, afirmando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “não pode ser chamado de democrático”. O ataque se estende aos demais países da região que são administrados por partidos de esquerda. Esses governos, de acordo com o dirigente da SIP, “se beneficiam de eleições livres para destruir as instituições democráticas”.
Entrevista com dissidentes cubanos
15 de julho de 2010 às 17:40 | ComentarDissidentes cubanos criticam Lula e revelam que conviviam com baratas e ratos na prisão.
Era Lula mitiga adesão de bases católicas ao PT
13 de julho de 2010 às 19:22 | ComentarPor Maria Inês Nassif, de São Paulo
O PT foi fundado, em 1980, de uma costela dos movimentos populares ligados à Igreja da Teologia da Libertação. A ligação entre ambos, todavia, não é mais a mesma. Houve uma “despetização” desses movimentos. O setor progressista católico botou o pé para fora do partido que hoje está no governo da União e se move com mais desembaraço nos movimentos sociais do que fora do circuito de poder, e nos movimentos políticos suprapartidários, como o que resultou na aprovação do projeto Ficha Limpa, no dia 19 de maio.
Tudo certo na catástrofe
24 de junho de 2010 às 9:55 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
Lula faz declarações contristadas, o presidente que socorre o povo e apresenta sua candidata
DIGAM OS números o que disserem, a catástrofe causada pelas águas no Nordeste é muito pior do que as ocorridas no Sudeste e no Sul. Os Estados nordestinos atingidos têm menos recursos materiais para atenuar o sofrimento dos que perdem seus minguados bens; menos dinheiro para remediar a destruição da escassa infraestrutura e, como causa e consequência desses fatores, populações com menos capacidade de pressão sobre os governos.
O feitiço de Sarney
14 de junho de 2010 às 17:42 | ComentarPor Leandro Fortes
Na Carta Capital
O Maranhão é o quarto secreto onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esconde, como Dorian Gray, uma resistente decrepitude moral de seu governo. Assim como o personagem da obra de Oscar Wilde, Lula se mantém jovial e brilhante para o Brasil e o mundo, cheio de uma alegria matinal tão típica dos vencedores, enquanto se degenera e se desmoraliza no retrato escondido do Maranhão, o mais pobre, miserável e desafortunado estado brasileiro. Na terra dominada por José Sarney, Lula, o anunciado líder mundial dos novos tempos, parece ser vítima do feitiço do atraso.
Uma situação boa demais para o governo
10 de junho de 2010 às 15:14 | ComentarPor Maria Inês Nassif
Do Valor
A geração dos brasileiros que eram adultos no final da ditadura militar (1964-1985) , nela incluídos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB), a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina da Silva, não presenciou um momento como esse antes e dificilmente viverá um outro. Não vai dar tempo de assistir uma reedição desse período, o único da história do país com alta taxa de crescimento econômico e democracia. Daí a dificuldade da oposição de alinhavar um discurso que seja consistente para ganhar o apoio de um eleitorado majoritariamente governista, satisfeito com a vida que tem e que acha que a sua vida vai melhorar com a continuidade, e não com a mudança.
Sina de ideólogo tucano
6 de junho de 2010 às 10:47 | 3 ComentáriosAmigos e amigas:
José de Souza Martins foi um importante sociólogo, autor de textos clássicos sobre a sociedade brasileira. Escrevendo sobre a sucessão presidencial do corrente ano (“Os números e o que eles não dizem”, O Estado de S. Paulo, Caderno “Aliás”, 6 de junho de 2010, p J3 – aqui), ele renuncia a esse passado – “esqueçam o que esqueci”, segundo outro ex-sociólogo – para adotar a mera identidade de ideólogo tucano.
Afirmar que o governo Lula “É aplaudido mais pelo fato de legar ao seu sucessor o mesmo Brasil do antecessor do que por legar a quem vier depois dele um Brasil diferente” chega a parecer delírio se não fosse apenas ideologia para boi dormir. Onde está o entusiasmo daqueles 70% de apoio ao governo Lula pela herança tucana? Por que esse entusiasmo não se traduz em percentuais paralelos de apoio ao candidato tucano? Designar o PT como seita é assumir argumentação de direita (sim, de direita) dos anos 90. Supor que o PT e o lulismo inventaram vontade de permanência e continuísmo dos que estão no poder é esquecer o be-a-bá da política moderna – o príncipe cuida de seu poder, sim.
Tenho pesadas críticas ao governo Lula. Tenho críticas mais pesadas ao governo FHC. Fora dos estreitos limites ideológicos, considero necessário declarar que nem tudo foi péssimo nos dois governos, que muita coisa foi ruim nos dois governos e que falta muita coisa para serem bons.
Aconselho todos a não esquecerem o que José de Souza Martins escreveu de bom no passado. E a lerem os panfletos ideológicos dele como merecem ser lidos hoje: ideologia tucana.
Abraços a todos e todas:
Farsantes às pencas (Lula, Serra, Gullar)
2 de junho de 2010 às 13:51 | ComentarFerreira Gullar, bom poeta, foi premiado internacionalmente – ele merece, claro. Sua entrevista na FSP de 2 de junho critica o governante Lula – classifica-o como farsante – e elogia o candidato Serra, a quem atribui bom governo em São Paulo.
Não tenho interesse em discutir a justiça ou não do qualificativo dedicado ao presidente da república. Quero comentar o elogio ao candidato Serra, levando em conta sua política salarial em relação aos professores da rede pública de São Paulo.
Assalariados, normalmente, recebem reajuste salarial a cada ano porque vivem em economias marcadas por inflação. Tanto a economia é assim que impostos e outras taxas que pagamos aos governos são reajustados com absoluto rigor e às vezes em intervalos menores que doze meses.
Em São Paulo, o ex-governador Serra criou um sistema muito peculiar de tratar os salários de professores: a categoria não recebe aumento; há um abono pago para aqueles que:
1) passarem por uma avaliação feita pela Secretaria de Educação (prova), obtendo determinada nota mínima.
2) trabalharem na mesma escola há um certo tempo (5 anos, se não me engano).
3) não tiverem determinado percentual de faltas ao trabalho num tempo específico de atuação profissional.
Quem satisfizer a todas essas exigências, ainda deverá se submeter a uma cota de 20% dos funcionários da escola que terão direito àquele abono.
Que significa isso? Que a MAIORIA dos professores não terá abono nenhum, mesmo que muito bem avaliada na prova, estável na mesma escola e sem repetidas ausências ao trabalho.
Isso é bom governo?
Por uma questão de justiça, penso que, além de Lula, a categoria farsante, entre nós, abriga, com imenso destaque, o candidato Serra. E abriga o laureado poeta Ferreira Gullar, ao denunciar a farsa de um e louvar a farsa do outro – antigamente, isso se chamava ideologia mesmo.
Farsantes não faltam neste país.
Enfim, a farsa é um gênero dramatúrgico que já rendeu bons frutos. Incentivemos todos a seguirem uma honrada carreira teatral.
Abraços a todos e todas:





