Ao ler os jornalões na manhã de segunda 17, dos editoriais aos textos ditos jornalísticos, sem omitir as colunas, sobretudo as de O Globo, me atrevi a perguntar aos meus perplexos botões se Lula não seria um agente, ocidental e duplo, a serviço do Irã. Limitaram-se a responder soturnamente com uma frase de Raymundo Faoro: “A elite brasileira é entreguista”.
O acordo com o Irã
17 de maio de 2010 às 9:03 | ComentarNo Estadão
Ameaça de sanções dos EUA ajudou Lula e sua alma gêmea turca a conseguirem acordo com o Irã
No curto prazo, Lula conquistou uma vitória, assim como Erdogan, sua alma gêmea de Ancara. Os dois convenceram o Irã a aceitar um plano em que os iranianos enviariam urânio para ser enriquecido na Rússia e na França, e o receberiam de volta em troca a ser feita na Turquia. O acordo adia os esforços americanos e de seus aliados franceses e britânicos para impor novas sanções ao regime de Teerã no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Salários diminuídos
11 de maio de 2010 às 8:09 | 2 ComentáriosAmigos e amigas:
Li uma notícia na FSP de hoje (11/5) sobre declaração do ministro do planejamento, Paulo Bernardo: não haverá reajuste dos salários pagos ao funcionalismo federal porque não existem recursos para tanto no orçamento e o governo não quer deixar compromissos para a gestão seguinte. Como existe inflação no país, não conceder reajuste significa que os salários vigentes, objetivamente, perderam valor, baixaram, caíram.
Lembro que o partido no poder, ao qual o presidente da república e esse ministro estão filiados, se chama “dos trabalhadores”. Imaginem se fosse o Partido dos patrões!
O governo Lula poderia se encerrar sem essa homenagem ao arrocho salarial sobre o funcionalismo dos anos FHC. Eu lamento não pelos governos Lula e FHC e sim pelos funcionários, que tiveram os salários sensivelmente piorados e bancaram a imprevidência governamental.
Abraços a todos e todas:
“A ONU precisa mudar”, diz Lula
9 de maio de 2010 às 22:04 | ComentarEm entrevista exclusiva ao jornal espanhol “El País”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva critica a representação da ONU e comenta as eleições presidenciais brasileiras ao dizer que não acredita na possibilidade do PT perder.
Meiguice, sempre
9 de maio de 2010 às 9:52 | ComentarMuitos vão achar loucura, mas quem entrou em campo para “abafar” o fogo e diminuir a quentura em relação à sucessão presidencial foi o próprio presidente da República, ao lado de seu fiel comunicólogo Franklin Martins.
Eleições e ilusões
9 de maio de 2010 às 9:45 | ComentarPor Marcos Coimbra
No Estado de Minas
Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem.
Entrevista com Chico Buarque
30 de abril de 2010 às 8:17 | Comentar
E o que você acha da entrevista recente do Caetano Veloso, onde ele falou mal do Lula e depois acabou sendo desautorizado pela própria mãe?
Nossas mães são muito mais lulistas que nós mesmos. Mas não sou do PT, nunca fui ligado ao PT. Ligado de certa forma, sim, pois conheço o Lula mesmo antes de existir o PT, na época do movimento metalúrgico, das primeiras greves. Naquela época, nós tínhamos uma participação política muito mais firme e necessária do que hoje. Eu confesso, vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula. Mas, a Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença.
A sabedoria econômica oriental II
19 de abril de 2010 às 22:29 | ComentarEm 25 de fevereiro de 2008, o presidente Lula afirmou, durante reunião com líderes do governo no Congresso, que a reforma tributária é prioridade e deve ser tratada como reforma de Estado. Muita água rolou por baixo da ponte, e o Brasil continua boiando num grande lago de águas calmas. “Precisamos criar um ambiente político favorável à reforma tributária”, disse o presidente. E completou, ressaltando que a proposta não deve ser vista como “disputa de governo contra oposição” ou “de governador contra prefeito.” O discurso poderia ter sido dito por FHC. A lógica foi a mesma por ele defendida nos seus oito anos a frente do Executivo Federal.
A política pós-Lula
9 de abril de 2010 às 14:50 | ComentarPara o historiador e cientista político Luiz Felipe de Alencastro, os cenários políticos que podem emergir das urnas, em outubro, contêm elementos preocupantes, seja quem for o vencedor.
Por que a imprensa ‘gosta’ de tragédias?
9 de abril de 2010 às 8:44 | ComentarPor Luiz Martins da Silva
UNB Agência
“A imprensa são os olhos da sociedade”
Rui Barbosa
Historicamente, políticos sem exceção mudam o juízo que fazem da imprensa quando assumem o poder. É uma questão elementar, de lugar de fala: ora na oposição, ora na situação.
A reprise de 2006. Agora, como farsa
6 de abril de 2010 às 15:25 | ComentarPor Luiz Carlos Azenha
Em Vi o Mundo
Em 2005 e 2006 eu era repórter especial da TV Globo. Tinha salário de executivo de multinacional. Trabalhei na cobertura da crise política envolvendo o governo Lula.
Fui a Goiânia, onde investiguei com uma equipe da emissora o caixa dois do PT no pleito local. Obtivemos as provas necessárias e as reportagens foram ao ar no Jornal Nacional. O assunto morreu mais tarde, quando atingiu o Congresso e descobriu-se que as mesmas fontes financiadoras do PT goiano também tinham irrigado os cofres de outros partidos. Ou seja, a “crise” tornou-se inconveniente.
Águas passadas
4 de abril de 2010 às 10:54 | ComentarLívio:
Sobre Lula e o PT, lembro de uma anedota biográfica que Buñuel narrou em entrevista televisiva. Já velho, recebeu telegrama imperativo de Dali, com quem rompera muitos anos antes devido à entrevista na qual o pintor classificara publicamente o cineasta como ateu, levando a sua demissão da Cinemateca do MOMA e a sua saída dos EEUU. Dali, doente, ordenava, no telegrama: entre em contato comigo imediatamente. Buñuel respondeu, em telegrama: águas passadas não movem moinhos.
Buñuel era mesmo ateu. Dali sabia que, tornada pública essa condição (equiparada a comunista), ele seria expulso dos EEUU.
Lula e o PT foram algo, nada mais são. Precisamos cuidar de novo ser. A paisagem visível é desértica, os moinhos pedem água nova.
Abraços:
De paz e amor
4 de abril de 2010 às 10:34 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
A Dilma que vai surgir das enganações marqueteiras é um mistério; Serra já arquitetou o Serrinha Paz e Amor
O melhor a esperar da campanha que em breve começa, não mais de fato, mas enfim de direito, são duas revelações: Dilma Rousseff tal qual é e José Serra tal qual não é.
As casas do silêncio
26 de março de 2010 às 10:51 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
O jornalismo precisa de críticas, inclusive das de Lula, e não de cobranças de louvação quando o mais generoso é o silêncio
AINDA QUE Lula diga de sua acusação à “má-fé da imprensa” que apenas “mostra o que [nela] está errado”, como “um alertador” -contra algo que não quis ou não pode dizer-, o fato é que faz do seu direito de crítica uma evidência do erro de sua autoavaliação. Disso é exemplo perfeito a frase que lhe pareceu retratar a “má-fé”: “Acabei de inaugurar 2.000 casas, não sai uma nota. Caiu um barraco, tem manchete. É uma predileção pela desgraça.” Deveria, ao menos poderia, sentir-se envergonhado com a constatação de que suas 2.000 casas não valem, no jornalismo, um barraco soterrado.
Ambições presidenciais
21 de março de 2010 às 11:24 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
A insistência pela inclusão do Brasil no Conselho de Segurança da ONU teria dado lugar à inclusão do próprio Lula
JÁ MAIS DO que constatado que Lula nada faz sem ter como prioridade uma conveniência sua -pessoal, ainda que política -, conclui-se que sua turnê pacificadora no Oriente Médio teve como resultado um não resultado, sob a forma de uma pergunta. O que levou Lula às conversações em Israel, Palestina e Jordânia nem foi uma ideia criativa, que o ministro Celso Amorim cedo tratou de negar, nem foi a pretensão deslumbrada de projetar, com sua lábia, efeitos racionais e humanitários no conflito. A tanta distância da realidade os seus coadjuvantes de formulação da política externa não o deixariam ir.
O voto antipaulista
18 de março de 2010 às 9:34 | ComentarPor Maria Inês Nassif
Valor
A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de ser o único dos problemas do quase candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Paulista e governador do Estado mais rico da Federação, Serra carregará o carimbo de origem para os palanques nas outras unidades federativas no momento em que a aversão à política paulista se generaliza.







