Venício Lima
Observatório de Imprensa
Apesar de não haver consenso entre aqueles que estudaram o processo eleitoral de 1989 – as primeiras eleições diretas para presidente da República depois dos longos anos de regime autoritário –, é inegável que a grande mídia, sobretudo a televisão, desempenhou um papel por muitos considerado decisivo na eleição de Fernando Collor de Mello. O jovem e, até então, desconhecido governador de Alagoas emergiu no cenário político nacional como o “caçador de marajás” e contou com o apoio explícito, sobretudo, da Editora Abril e das Organizações Globo.
Não culpe a internet
11 de julho de 2010 às 10:42 | ComentarPor Steven Pinker
‘The New York Times’ – Estadão
Novas mídias sempre causam pânico moral: imprensa, jornais, e a TV foram outrora denunciados como ameaças ao cérebro e à fibra moral dos consumidores.
O espetáculo e suas perversões
6 de julho de 2010 às 15:02 | ComentarPor Muniz Sodré
Observatório da Imprensa
Diante de uma prateleira de supermercado, a mulher, de aparência muito humilde, explica à outra por que não tinha torcido pela seleção brasileira: “Eu, aqui, me virando para comprar comida, e aquela turma de milionários correndo atrás de uma bola no campo…”
Em princípio, uma frase dessas, colhida ao acaso no instante fugaz de uma ida ao mercado, não justificaria um texto no Observatório de Imprensa. Se constasse de uma carta de leitor ou de qualquer uma das chamadas mídias sociais (Twitter, Facebook etc.), sim. Mas é possível tomá-la como pretexto para ser coerente com o pensamento de que, às vezes, é necessário complementar a informação de imprensa com o que se observa ao redor, na comunidade.
Pássaro azul da cultura
6 de julho de 2010 às 14:26 | ComentarO twitter mudou. Deixou de ser sobre o umbigo de seus usuários para servir de ferramenta dinâmica de circulação de informação. Em entrevista, o criador do encontro dos twitteiros culturais, José Luiz Goldfarb, fala sobre essas e outras transformações na rede social.
80% dos brasileiros duvidam das notícias
30 de junho de 2010 às 15:07 | ComentarPor Luís Nassif
Encomendado pela Secom (Secretaria de Comunicação do Governo Federal), o «Relatório de Pesquisa Quantitativa – Hábitos de Formação e Informação da População Brasileira» mereceu pouquíssima análise da imprensa escrita, apesar de já ter inspirado anúncios da Rede Globo sobre pontos que lhe são favoráveis.
Os neojornalistas estão chegando
29 de junho de 2010 às 16:25 | ComentarPor Muniz Sodré
Observatório da Imprensa
Em sua coluna semanal do Globo (20/6/2010), Caetano Veloso comentava sobre um amigo jornalista para quem o convite feito a celebridades para escrever em jornais é uma tentativa furada de enfrentar a crise da palavra impressa no mercado. O jornalista estaria “sentindo saudades de um suposto tempo em que jornais eram feitos por jornalistas”.
“Veja: O Indispensável Partido Neoliberal”
24 de junho de 2010 às 17:57 | ComentarDepois de acabar e postar o texto sobre a Veja comentei com o colega aqui da sala, jornalista Dinarte Assunção, que, por coincidência, estava lendo a mais recente edição da revista Le Monde Brasil Diplomatique. Na revista, tem uma curta resenha sobre o livro “Veja: O Indispensável Partido Neoliberal”, da jornalista Carla Luciana Silva, editado pelo Edunioeste. A obra, na verdade, é a tese de doutorado defendida pela jornalista na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Vale a pena reproduzir dois trechos da resenha:
“A hipótese da autora é que a revista teve papel decisivo na construção do neoliberalismo no Brasil ao ajustar sua linha editorial aos interesses do capital externo, da indústria do entretenimento e do capital oligopolizado”.
“Para demonstrar o papel de Veja como farol dessa ideologia, Carla Silva esquadrinhou mais de 720 edições da revista e selecionou uma infinidade de exemplos de como a pauta é orientada, em qualquer seção ou assunto, para reiterar certezas e formar opinião – jamais fomentar dúvidas e alimentar o debate crítico”.
Veja e os Jim Jones da imprensa brasileira
24 de junho de 2010 às 17:23 | 4 ComentáriosFaz tempo que deixei de interessar-me por Veja. Tenho acesso online, de graça, ao conteúdo integral da revista, mas raramente a folheio. Acho-a fundamentalista, reacionária e parcial em excesso para o meu gosto. Em alguns casos, deturpadora dos fatos e destruidora, de maneira injusta, de reputações. Na maioria das vezes suas reportagens são editorializadas, tentativas de impor a visão que a revista tem sobre tudo. Passo longe da revista, notadamente, porque ela choca-se com a minha visão de mundo.
Ainda o Jornalismo Político
22 de junho de 2010 às 11:43 | 2 ComentáriosO tema abordado pelo Alex e ampliado pelos comentários precisa ser aprofundado naquilo que ele tem de fundamental na democracia e na relação dos donos de jornais com o poder especulativo e dos grandes conglomerados multinacionais.
O futuro nunca se engana
4 de junho de 2010 às 16:03 | ComentarAs viúvas do “disco” e, em breve, as do “livro”, assim como as do “vídeo”, ainda vão lutar muito – e com toda a razão – para preservar suas preciosas fontes de receita.
O Jornalismo e as palavras do poder
26 de maio de 2010 às 11:28 | 1 Comentário“Poder e mídia não são apenas relações amigáveis entre jornalistas e líderes políticos, entre editores e presidentes. Não são apenas sobre as relações parasitárias e de osmose entre repórteres supostamente honrados e o eixo do poder que existe entre a Casa Branca, o Departamento de Estado e o Pentágono, a Downing Street e os ministérios das Relações Exteriores e da Defesa [britânicos]. No contexto Ocidental, a relação entre poder e mídia diz respeito a palavras — é sobre o uso de palavras. É sobre semântica. É sobre o emprego de frases e suas origens. E é sobre o mau uso da História e sobre nossa ignorância da História. Mais e mais, hoje em dia, nós jornalistas nos tornamos prisioneiros da linguagem do poder”.
Xenofobias e outras fobias
19 de maio de 2010 às 9:43 | ComentarA autorregulação é necessária, será bem-vinda, mas, convenhamos, é cosmética: nossa mídia precisa com urgência de uma temporada num spa para rever-se, rejuvenescer e revitalizar-se. Frágil e espertinha – como ficou visível no negócio com o governo para aprovar o 3º PNDH –, dá dó.
Liberdade de expressão para quem?
19 de maio de 2010 às 9:31 | ComentarPor Venício A. de Lima
No Observatório da Imprensa
O recente episódio da demissão do jornalista Felipe Milanez, editor da revista National Geographic Brasil, publicada pela Editora Abril, por ter criticado, via Twitter, a revista Veja, é revelador da hipocrisia geral que envolve as posições públicas dos donos da mídia sobre liberdade de expressão e liberdade de imprensa.
Em defesa do Dunga
13 de maio de 2010 às 10:33 | 2 Comentários
A guerra começou e o jogo vai ser pesado. A imprensa vai conseguir dividir o país como nunca visto em nenhuma outra copa do mundo. Quando uma pessoa competente, verdadeira, de personalidade que não se dobra fácil, entra em relação com a mídia mais fraca, mentirosa e manipuladora desse mundo, podem acreditar: Essa química foi feita pra explodir! Hoje, foi dada a partida.
A visão cartorial da velha mídia
13 de maio de 2010 às 10:17 | ComentarQualquer forma de defesa da produção interna brasileira sempre foi tratada como cartório pela mídia. Reservas de mercado, aumento de alíquotas de importação. Até a decisão de construir navios no Brasil foi taxada de anacrônica que comprometia a eficiência da economia. Na própria Constituição, decidiu-se tratar como empresa nacional qualquer multinacional instalada no país.
A hora é agora
12 de maio de 2010 às 16:21 | ComentarOportuna, proveitosa e salutar é a discussão sobre a autorregulação da imprensa recentemente iniciada por Eugênio Bucci, a partir de uma proposta de Sidnei Basile, vice-presidente de Relações Institucionais da Editora Abril.
Hugo Chavez contratou 200 para seu Twitter
10 de maio de 2010 às 21:05 | ComentarO Presidente venezuelano, Hugo Chavez, famoso por ter sido chamado atenção pelo Rei espanhol e ter virado uma febre no Youtube. Chavez é protagonista, novamente, na internet por ter seu perfil no site de microblog Twitter e que, segundo estimativa do Presidente, já possui mais de 250 mil seguidores.
ABA responde a Veja
6 de maio de 2010 às 15:36 | ComentarA Associação Brasileira de Antropologia (ABA) divulgou duas notas a respeito da reportagem publicada por “Veja”. A revista é acusada de manipular declarações, desrespeitar indígenas e usar dados inverídicos.
Os vencedores de Prêmio Webby
5 de maio de 2010 às 18:39 | ComentarO ator americano Jim Carrey, o crítico de cinema Roger Ebert, o cineasta David Lynch e até os muppets estão entre os vencedores do prêmio Webby, considerado o Oscar da internet, entregue ontem pela Academia Internacional de Ciências e Artes Digitais.
Com o Webby, a Academia homenageia todo ano pessoas que se destacaram em diversas atividades na internet. Um júri, composto neste ano por personalidades como Martha Stewart, David Bowie e Arianna Huffington, elegem os vencedores.
O prêmio de Pessoa do Ano na internet foi para o crítico de cinema e ganhador de um Pulitzer, Roger Ebert (foto), por seu blog no “Chicago Sun-Times” e pelas publicações na versão digital de dezenas de jornais dos Estados Unidos.
Liberdade com responsabilidade
5 de maio de 2010 às 17:34 | ComentarPor Dalmo de Abreu Dallari
No Observatório da Imprensa
A liberdade de imprensa é necessidade essencial da sociedade moderna, quando se pensa em sociedade democrática, e por esse motivo essa liberdade é consagrada como um direito fundamental. E aqui é oportuno acentuar que esse direito, antes de ser dos proprietários ou dirigentes dos órgãos de divulgação, é um direito da cidadania, que necessita da imprensa livre para obter informações corretas e precisas sobre fatos e questões que apresentem algum interesse para a convivência humana, assim como para expender opiniões e tomar conhecimento do pensamento de outras pessoas e de grupos e instituições sociais sobre dados e perspectivas que tenham essa relevância.



