Por Alberto Dines
No Observatório da Imprensa
Isto deve ser registrado com todas as letras: ninguém queria tocar na Lei da Anistia. A goleada de 7 a 2 não representa o colegiado de magistrados do Supremo Tribunal Federal, reflete os interesses que, de fato, controlam a República.
Mídia e eleições
4 de maio de 2010 às 11:26 | ComentarNa Carta Capital
Por Gianni Carta
O diretor e professor de jornalismo on-line na City University de Londres, Chris Brauer, acredita que estas podem ser as últimas eleições gerais dominadas pela velha mídia.
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CartaCapital: Alguns observadores previam que esta eleição seria dominada pela nova mídia, mas a televisão e os jornais tiveram o impacto mais significativo no público…
Chris Brauer: Foi uma previsão prematura. Mas a mídia on-line vai predominar na próxima eleição. No atual pleito, os debates na tevê surtiram o maior impacto. Em grande parte, isso deveu-se ao fato de esses terem sido os primeiros debates televisados entre líderes de partidos políticos antes de uma eleição geral. O Reino Unido está chegando incrivelmente atrasado a esse formato. No ano passado, houve debates televisados em eleições no Irã, no Afeganistão e na Mongólia. Ao mesmo tempo, os diários, que têm perdido leitores e anunciantes, também voltaram a influenciar um maior número de leitores.
Louis Pasteur, requisitado por Cristina Kirchner
3 de maio de 2010 às 13:13 | Comentar
A tensão entre o jornalismo argentino e o governo da presidente Cristina Kirchner intensificou-se mais ainda na quinta-feira com a realização de um “tribunal popular” convocado pela organização de defesa dos Direitos Humanos das Mães da Praça de Mayo para “julgar” diversos jornalistas por hipotética colaboração com a ditadura militar (1976-83).
‘Predadores’ da liberdade de imprensa
2 de maio de 2010 às 22:51 | 1 Comentário
Paris, 2 mai (EFE).- Os presidentes do Irã, Mahmoud Ahmadinejad; da Líbia, Muammar Kadafi; da Rússia, Vladimir Putin (foto); e de Cuba, Raúl Castro, são alguns dos 40 integrantes da lista de ‘predadores’ da liberdade de imprensa elaborada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e divulgada hoje.
Também fazem parte da lista presidentes como o da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; de Ruanda, Paul Kagame; do Zimbábue, Robert Mugabe; da China, Hu Jintao; e da Síria, Bashar Al-Assad.
Mídia reforça tabus
30 de abril de 2010 às 14:30 | 1 ComentárioPor Alberto Dines
No Observatório da Imprensa
A grande imprensa, aparentemente, não está com muita vontade de discutir a decisão do Superior Tribunal de Justiça, na terça-feira (27/4), de legalizar a adoção de crianças por um casal homossexual de Bagé, RS. Mais uma vez percebe-se um constrangimento da mídia em abrir um debate amplo para não parecer “politicamente incorreta”.
Ora, a função da mídia é recusar os tabus, especialmente quando se trata de um caso que deverá ser levado ao Supremo Tribunal Federal. A união civil de homossexuais tem sólida base legal e racional: nada pode impedir o livre arbítrio de dois adultos de viverem maritalmente. Mas a adoção de crianças por casais gays é ainda muito controversa, envolve terceiros.
Manter o assunto fora da pauta de debates contraria os compromissos da mídia com a sociedade, pois a discrição leva ao sigilo e o sigilo entrava o amadurecimento social.
Importante, além disso, é evitar que a polêmica fique restrita ao âmbito religioso. Crentes e descrentes, sobretudo estes que não dispõem de púlpitos, devem se manifestar.
Politicamente incorreta é a imprensa que não consegue assumir-se como tribuna livre.
Twitter, o maior clube de leitura do mundo
30 de abril de 2010 às 11:36 | ComentarEste artigo (em inglês – aqui) de Viv Groskop no site do jornal “Daily Telegraph” defende bravamente uma tese com a qual, para minha surpresa, estou cada vez mais de acordo: o Twitter é o “paraíso dos viciados em livros”. O texto invoca em seu apoio uma frase de Margaret Atwood, aliás, @MargaretAtwood, ela própria tuiteira: “Fui tragada pela Twittersfera como Alice pela toca do coelho” – 67 toques no original, 60 na tradução.
Opus Dei não quer o juiz Garzón na mídia brasileira
27 de abril de 2010 às 19:19 | ComentarPor Alberto Dines
No Observatório da Imprensa
A Espanha rachou novamente e o protagonista é um de seus heróis. Não se trata do cineasta Pedro Almodóvar, nem do ex-tenor agora barítono Plácido Domingo, do piloto Fernando Alonso ou do tenista Rafael Nadal.
O ódio político e os meios de comunicação nos EUA
27 de abril de 2010 às 19:06 | ComentarO texto abaixo se refere à situação atual da imprensa nos EUA. Mas o seu autor, que escreve no jornal espanhol El País, encontrou semelhanças com o que ocorre na Espanha. Eu estenderia para a realidade brasileira. (TC)
Por Antonio Caño
El País/UOL
“Provavelmente seria justo dizer que a cacofonia dos atuais meios de comunicação – nos quais o rumor e a invectiva frequentemente substituem os fatos, nos quais se expõem a gritos solenes reflexões, nos quais é possível que as pessoas creiam estar plenamente informadas sem sequer ter-se aproximado de uma ideia que contradiga seus preconceitos – exerce certo papel na polarização de nosso sistema político e no crescente cinismo do eleitorado.”
O Brasil na era digital
26 de abril de 2010 às 15:55 | Comentar“Construir modelos, buscar soluções e criar parâmetros e normas para o desenvolvimento de uma política pública de digitalização de acervos culturais é o objetivo do Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, que acontece em São Paulo a partir desta segunda-feira, com transmissão ao vivo pela internet”.
Pelo apoio eleitoral explícito
23 de abril de 2010 às 8:26 | 1 Comentário“Não é novidade para ninguém que a imprensa – ou o de mais parecido com aquilo que hoje entendemos como tal – nasceu vinculada à política, aos políticos e aos partidos políticos. Historiadores da imprensa periódica nos países onde primeiro floresceu – sobretudo Inglaterra, França e Estados Unidos – concordam que ela começou política e, numa segunda fase, se transformou em imprensa comercial, financiada por seus anunciantes e leitores, chamando-se a si mesma de independente”.
Partidarização da mídia
19 de abril de 2010 às 9:20 | 1 ComentárioGlobo: como afrontar o TSE e se tornar uma ameaça real.
O erramos da Folha sobre os exilados
15 de abril de 2010 às 15:41 | 2 ComentáriosA manipulação da FSP é um exemplo didático e recente da partidarização da mídia a que faz referência o post seguinte, escrito por colunista da revista Carta Capital (TC).
“A Folha “errou”, mas só publicou o “erramos” após quatro dias, depois de desmascarada a manipulação pela assessoria da ex-ministra Dilma”.
O partido da mídia
15 de abril de 2010 às 15:33 | Comentar“A ANJ representa os jornais e, por consequência, a “defesa dos intereses dos seus sócios”. Muito justo. A associação tem inscrito, também, no código de ética, o propósito de assegurar “o acesso” dos leitores às “diferentes versões dos fatos e às diversas tendências de opinião da sociedade”. Justíssimo. A regra determina, no entanto, que sobre isso não pode prevalecer “quaisquer interesses”. Supõe-se, por elementar, que nem mesmo o interesse dos próprios sócios. E aí dona Judith?”
Jeff Jarvis atacando Rupert Murdoch no Guardian
13 de abril de 2010 às 9:24 | Comentar“Mesmo que estejam fazendo bobagem, ninguém pode, hoje, acusar os jornais de não estarem, pelo menos, tentando. Se antes a mídia impressa parecia surda para o barulho produzido pelas mudanças na comunicação via internet, atualmente periódicos seculares se redesenham inteiros a cada década e modelos de negócio, mesmo os mais estapafúrdios, são colocados em prática com frequência”.
‘Washington Post’ é destaque no prêmio Pulitzer
13 de abril de 2010 às 8:40 | Comentar‘Next To Normal’ levou o Tony e o Pulitzer de teatro; a melhor obra de ficção foi ‘Tinkers’, de Paul Harding.
Quem pagará pelo jornalismo?
12 de abril de 2010 às 11:32 | Comentar“Há dias escrevi no Correio da Manhã sobre a irracionalidade de uma indústria que, perante tremendas dificuldades de vária ordem, acredita que se salvará através de um aparelho de leitura novo, de adesão ainda desconhecida e sobre o qual não tem a mais pequena espécie de controlo. Falava do iPad e da indústria dos media, no sentido lato – embora quem, na realidade, “vê” a salvação no iPad seja a sub-indústria do jornalismo”.
Usuários e Jornalismo Colaborativo
9 de abril de 2010 às 15:01 | ComentarJorge Rocha: ‘É preciso diferenciar contribuição de usuários de Jornalismo Colaborativo’.
Mídia americana: a verdade caiu…
8 de abril de 2010 às 17:29 | ComentarPor Paul Craig Roberts*
Mídia americana: a verdade caiu e levou a liberdade com ela
Hoje em dia os americanos são governados pela propaganda. Os americanos dão pouco valor à verdade, têm pouco acesso a ela, e têm pouca habilidade para reconhecê-la.
A verdade é uma entidade não bem-vinda. É perturbante. É de acesso interdito. Aqueles que falam verdade correm o risco de serem marcados como “antiamericanos”, “anti-semitas” ou “teóricos da conspiração”.
ideas jockey
15 de junho de 2009 às 17:48 | ComentarQueridos,
Temos já formada uma geração (classe média midiática) que lê na tela. Digo: mais na tela do que no papel. Fiquei sabendo de uma aluna que leu seu primeiro livro no 3° ano de curso. Lê há 10 anos na tela. Isso será bom, mau ou será apenas outra rotina de relação com a leitura?
A beleza da internet é sua liberdade, irreverência, velocidade, capacidade de penetração. Sabemos que 80% dos acessos (salvo engano) são para conversação (orkuts, msn, etc) e pornografia.
Outra coisa de que gosto da internet é o seguinte: há uma velha teoria da comunicação que fala da existência de um tal de emissor, receptor e meio. Pois que isso agora, acho eu, acabou. Não passamos de gestores, agenciadores, propositores, dj’s do balanço geral, mídias.
Sabe qual é a tara tecnológica geral no Japão e nos EUA neste momento? O tamanho das telas. As telas agora só tenderão a crescer e crescer até tomar conta da sua sala de vez. Teremos paisagens artificais na sala de casa, na sala o mar, no quintal uma floresta. Viva a tecnologia. Viva envelhecer. No dia que a tela chegar a 2m X 2m, nesse dia, meu amigo, a imagem vai te engolir.






