Por Newton Carlos
CORREIO BRAZILIENSE
Os palestinos, com o apoio da Liga Árabe, mantêm a decisão de pedir à Assembleia Geral das Nações Unidas, que se reúne em setembro, o reconhecimento de um Estado palestino com fronteiras anteriores à guerra de 1967 entre países árabes e Israel. Devem votar a favor, segundo cálculos palestinos, mais ou menos 130 dos 192 membros da ONU. Embora tenha pedido a Israel que devolva terras tomadas militarmente, Obama disse que se opõe à pretensão palestina e usará o poder de veto dos Estados Unidos no Conselho de Segurança.
Obama finalmente define sua paz para Israel e palestinos
19 de maio de 2011 às 14:57 | 2 ComentáriosPor Gustavo Chacra
ESTADÃO
Barack Obama fez história hoje em seu discurso para o mundo árabe.
Deixou de lado a cautela e abertamente defendeu um Estado palestino desmilitarizado, usando como base as fronteiras pré-1967, com possíveis trocas de terras. De um lado, Israel teria a sua segurança garantida. De outro, os palestinos poderiam ter um território viável para a criação de seu Estado. O presidente acrescentou que o status final de Jerusalém e a questão dos refugiados devem ser resolvidos através de negociações entre israelenses e palestinos. Estes dois temas são mais complicados e exigirão novas concessões entre os dois lados.
O muito protelado Estado palestino
18 de maio de 2011 às 9:50 | ComentarPor Mahmoud Abbas
The New York Times – O Estado de S.Paulo
Se a comunidade internacional mantiver a promessa que fez há seis décadas, haverá um futuro de dignidade para o povo
Há 63 anos, um garoto palestino de 13 anos foi obrigado a abandonar seu lar na cidade de Safed, na Galileia, e fugir com sua família para a Síria. Ele foi abrigado numa tenda de lona fornecida a todos os refugiados que chegavam. Embora ele e sua família desejassem durante décadas retornar ao seu lar e à sua pátria, foi-lhes negado esse mais básico dos direitos humanos. Essa história de criança, como a de tantos outros palestinos, é a minha.
Jerusalém: o “apartheid de rua”
16 de julho de 2010 às 16:57 | ComentarAl Jazeera foi conferir: o farol que abre na direção das colônias e bairros exclusivos para judeus permanece aberto por um minuto e meio. Nas áreas palestinas, por 20 segundos. Em todos os casos, o sinal verde, em todas as áreas predominantemente árabes de Jerusalém Leste, fecha em menos de 10 segundos.
Israel divulga relatório s/ massacre
12 de julho de 2010 às 15:35 | ComentarDo relatório feito pelos israelenses sobre massacre à frota humanitária:
“atuaram corretamente, com profissionalismo, coragem e resolução” e que os comandantes mostraram uma correta tomada de decisões. O relatório determina, além disso, que o uso de fogo real foi justificável e que a operação em conjunto é estimável”.
A crise no Oriente Médio
1 de julho de 2010 às 9:47 | ComentarPor Gustavo Chacra
Vou falar um pouco mais da Síria, onde estive entrevistando o presidente Bashar al Assad na semana passada.
A difícil amizade com Israel
14 de junho de 2010 às 15:44 | ComentarMario Vargas Llosa
O Estado de S.Paulo
A cada dia que passa, fica mais difícil ser amigo de Israel, exceto para aqueles que acreditam incondicionalmente que tudo o que as autoridades israelenses fazem é bom, que todos os palestinos são terroristas e as críticas à política de Israel são sempre produto do antissemitismo. Continuo amigo dos israelenses, apesar da repugnância que me inspira o governo atual, a intransigência fanática dos seus colonos, os abusos e, às vezes, os crimes que Israel comete nos territórios ocupados, em Gaza, ou fora das suas fronteiras, como vimos com os nove mortos e as dezenas de feridos da frota da liberdade.
poesia palestina
12 de junho de 2010 às 19:58 | ComentarBASTA-ME PERMANECER EM SEU REGAÇO
Fadwa Tugan
Basta-me morrer em meu país
aí ser enterrada
dissolver-me e aí ser reduzida a nada
ressuscitar erva em sua terra
ressuscitar flor
que uma criança crescida em meu país arrancará
basta-me estar no regaço de minha pátria
estar perto dela como um punhado de poesia
um raminho de grama
uma flor
*
A POESIA PALESTINA DE COMBATE, continue lendo AQUI.
Entrevista com o escritor Henning Mankell
8 de junho de 2010 às 9:40 | 3 Comentários
O conhecido escritor sueco Henning Mankell estava no comboio de ajuda humanitária que foi atacado na semana passada por soldados israelenses quando seguia para a Faixa de Gaza. Mankell falou a “Der Spiegel” sobre como os soldados estavam prontos para agir com violência, sobre os maus tratos a que foi submetido quando estava sob custódia israelense e os motivos pelos quais ele apoia a causa palestina.
2 textos sobre Israel
4 de junho de 2010 às 16:10 | 3 ComentáriosSérgio Malbergier
FSP
Ódio a Israel ameaça palestinos
Como judeu, descendente de avós que perderam pais e irmãos no Holocausto nazista, é de embrulhar o estômago ver a guerra mundial contra Israel.
Ato em repúdio aos ataques de Israel
3 de junho de 2010 às 22:18 | Comentar“A Frente em Defesa do Povo Palestino, movimentos sociais e populares brasileiros, forças políticas progressistas e membros das comunidades árabe e muçulmana realizam na próxima sexta-feira, dia 4 de junho, a partir das 15 horas, no vão livre do Masp, na capital paulista, ato público em repúdio ao ataque aos barcos de ajuda humanitária pelo exército israelense.
Entre as reivindicações da sociedade civil brasileira, estão a punição dos envolvidos nessa ação militar contra civis desarmados, o fim imediato do bloqueio a Gaza e a retirada de Israel dos territórios palestinos ocupados. Além disso, que o governo brasileiro suspenda a recepção ao primeiro-ministro Benjamin Netaniahu, prevista para agosto próximo, bem como revogue o Tratado de Livre Comércio entre Israel e Mercosul.
O ato público de sexta-feira ocorre no momento em que o Comitê Nacional Palestino por Boicotes, Desinvestimentos e Sanções faz um chamado mundial à ação por boicotes aos produtos e serviços que apoiam a opressão israelense e se alinha a essa iniciativa.
Antecede ainda os 43 anos do início da ocupação militar de territórios palestinos, em franca violação às leis internacionais e aos direitos humanos fundamentais. A chamada Guerra dos Seis Dias, que se iniciou em 5 de junho daquele ano, resultou em milhares de novos refugiados – que se somaram à primeira grande leva expulsa de sua terra em 1948. No ano de 1967, foram ocupados Cisjordânia, Gaza e Jerusalém Oriental – mais as colinas de Golã, na Síria, e a Península do Sinai, no Egito, esta última devolvida àquele país árabe em 1982, como parte dos acordos de Camp David.
Em solidariedade aos ativistas internacionais e à população palestina e pelo fim da ocupação, cidadãos de São Paulo somarão suas vozes às que vêm se levantando em todo o mundo desde o ataque à frota humanitária em águas internacionais”.
Data: 4 de junho de 2010 (sexta-feira)
Concentração às 15h
Vão livre do Masp, São Paulo/SP
“Vergonha, três vezes vergonha”
1 de junho de 2010 às 23:07 | Comentarde Sílvio Tendler ao governo israelense
No Vi o Mundo
“Srs. que me envergonham:
Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vêm tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina, cada vez mais insuportável.
Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos.
Vergonha, três vezes vergonha!
Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz, e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.
Considero o atual governo de Israel e todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um país para o suicídio coletivo.
A continuar com essa política genocida nem os bons sobreviverão; e Israel perecerá sob o desprezo de todo o mundo..
O Sr. Lieberman [Avigdor Lieberman, ministro das Relações Exteriores de Israel] que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.
Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente ao que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.
Abaixo o fascismo!
Paz já!
Silvio Tendler
Cineasta
ONU condena ataque a frota humanitária
1 de junho de 2010 às 8:44 | ComentarConselho de Segurança pede investigação ‘rápida, imparcial, credível e transparente’ sobre o ataque.
é impossível dormir com um silêncio desses
31 de maio de 2010 às 17:56 | 1 Comentáriohá cacos de mim chovendo em is(la)
rael: gritavam eles. e era um nome. uma criança.
eu era um mapa re-cortado pelo capitalismo.
isso. ismo. doente.
dos fados e brados queremo-nos juntar,
os puzzles, os filhos, a chuva de mim, deles. ilhas.
*
Israelenses e palestinos celebram escritores
20 de maio de 2010 às 21:44 | 1 ComentárioHá momentos, nesta cidade dividida e cruel, em que céticos se tornam crentes. A noite de 6 de maio – os muros antigos acesos, o ar carregado de madressilva e jasmim – foi um desses momentos. Distintos autores estrangeiros e talentosos músicos locais se lançaram em uma celebração da literatura, música e companheirismo internacional.
Maior ataque contra Gaza desde janeiro de 2009
2 de abril de 2010 às 11:13 | Comentar
“Aviões israelenses realizaram uma série de ataques contra a faixa de Gaza na noite desta quinta-feira (1º), no mais sério ataque à região desde o fim da ofensiva de Israel em janeiro de 2009″.
Por enquanto, crise é só retórica
22 de março de 2010 às 11:12 | ComentarPor Claudia Antunes
FSP
A crise entre EUA e Israel deve ser vista em perspectiva. Se considerados o balanço do debate interno americano, favorável à posição israelense, e o histórico da relação bilateral, ela não foi muito além dos decibéis a mais na retórica da Casa Branca, por enquanto sem consequências práticas.
Um processo sem paz
17 de março de 2010 às 17:14 | ComentarMouin Rabbani (*)
Estadão
Só incluir o Brasil no diálogo palestino-israelense será inócuo, deve-se mudar o paradigma de negociação
Se ainda fossem necessárias provas adicionais para demonstrar a completa falência da diplomacia americana no Oriente Médio, elas foram proporcionadas pela recente visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, à região. Assim que o avião de Biden aterrissou em Tel-Aviv, seus anfitriões israelenses anunciaram planos para construir outras 1.600 casas nos território ocupado de Jerusalém Oriental. Diante dessa grave violação da Quarta Convenção de Genebra – equivalente, no direito internacional, a crime de guerra – Biden não fez mais do que comentar que tais iniciativas “prejudicam a confiança” no processo de paz.




