Voto por si

7 de outubro de 2010 às 14:30 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Os diálogos sobre voto (nulo ou não), neste SP, conseguiram se manter num nível de dignidade e respeito recíproco invejável. Diferentes opções surgiram muito bem apoiadas em sólidos argumentos eruditos. Fiquei especialmente comovido com a escolha de François: evocar o belíssimo poema “Cântico negro”, do português José Régio a favor de sua opção.

Conheço esse poema há algumas décadas. Não o entendo como convite a ficar sobre o muro e sim como recusa a pensar pela cabeça dos outros. É uma afirmação dotada de altivez que qualquer eleitor, no momento político brasileiro atual, optando por votar em Dilma, Serra ou ninguém, poderá reivindicar no sentido de não ir no papo dos outros, de escolher por si mesmo. Aliás, é uma atitude presente, bem antes, em texto de Immanuel Kant que cito com freqüência aqui: “Resposta à pergunta: O que é Esclarecimento?”. Ter luzes é pensar por si mesmo, sem depender da autoridade alheia. Não quero votar em nome do que Lula, FHC, Marina ou Plínio mandam, não sou súdito deles. Sou cidadão, voto em quem quero ou não voto em ninguém por opção minha. E não desqualifico quem pensa e vota diferentemente de mim.

Reitero, portanto, o alto nível do diálogo sobre o tema no SP, sem apelo para baixarias nem religiosidades moralistas fora de lugar, que lembram uma Inquisição mal evocada. O que está em jogo é votar pela própria cabeça, coisa diferente de uma arrogância que desqualifica as opções alheias. E essa arrogância tem se mantido afastada de nossos posts pluralistas sobre o tema.

Abraços para todos:

”Serra deveria marcar sua diferença”

23 de agosto de 2010 às 22:08 | 6 Comentários

Por Caetano Veloso
O Globo

Achei que Serra ia perder quando o vi com a Sabrina Sato. A esta altura da campanha, isso parece ter sido há muito tempo. Ele dava uma de cafajeste: tentava parecer informal, igual a todo mundo, popular.

Esboçava, de modo desagradável, desmentir a fama de sério, de acadêmico. Tentava parecer o que não é. Bem, talvez ele seja mesmo cafajeste, mas não o é como homem público. Via-se ali já o equívoco de querer parecer grosso como Lula. Mas Lula é grosso do modo mais chique que pode haver.

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Ignorar a história, uma saída rasteira

31 de julho de 2010 às 19:32 | Comentar

Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Na Carta Capital

Condenar a guerrilha sem levar em conta o contexto na qual surgiu é jogo sujo

Na campanha eleitoral em curso, o candidato tucano José Serra volta, como em 2002, a tentar colar no PT e, por tabela, em Lula e na concorrente Dilma, a imagem de apoiadores das Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (FARC). Serra ignora a história da Colômbia, país onde a violência tornou-se endêmica desde a morte por tuberculose do frustrado Simón Bolivar, em dezembro de 1829.

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Entrevista com Plínio Sampaio

28 de julho de 2010 às 10:56 | Comentar

Plínio de Arruda Sampaio passou aproximadamente sessenta anos de sua vida atuando na política nacional. Foi um dos fundadores do PT e o autor de planos de reforma agrária para os presidentes João Goulart e Lula. Promotor público aposentado, completou 80 anos na segunda, 26 de julho, como candidato à presidência da República pelo PSOL. Nessa entrevista a Manuela Azenha, ele diz que os principais candidatos contra os quais concorre — Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva — fazem parte de um mesmo sistema e que sua candidatura tem como objetivo principal mostrar outra possibilidade à sociedade brasileira.

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Uma campanha presidencial radicalizada? Por que?

28 de julho de 2010 às 10:22 | Comentar

Por Bolívar Lamounier
Portal Exame

O que mais se ouve é que a campanha presidencial está radicalizada, tensa, agressiva. Estará mesmo? A questão é um pouco subjetiva, mas admitamos que sim. A campanha está radicalizada.

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A conversão de Serra

27 de julho de 2010 às 17:30 | Comentar

Por Mauricio Dias

O uso da retórica golpista completa o percurso de quem saiu da esquerda para cair no colo da direita.

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Política Brown

26 de julho de 2010 às 17:14 | Comentar
Por Gustavo de Castro

A opinião de Mano Brown sobre José Serra

Pacto de exclusão e fim de ciclo

10 de julho de 2010 às 18:04 | Comentar

Por Leo Lince

O cidadão comum, que se julga bem informado por ler os jornalões de circulação nacional ou acompanhar o noticiário da televisão ou do rádio pode até pensar que só existem duas candidaturas disputando as eleições presidenciais que se avizinham.

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Uma ilha cercada de São Paulo por todos lados

17 de junho de 2010 às 17:55 | 2 Comentários

Por Maria Inês Nassif
Valor

Ao longo das últimas eleições, o PSDB tem se tornado uma ilha cercada de São Paulo por todos os lados. Desde que perdeu as eleições presidenciais de 2002, o partido de José Serra iniciou uma queda ininterrupta na sua bancada federal, que tem sido atenuada pelo desempenho eleitoral no mais rico – e mais denso eleitoralmente – Estado da Federação. São Paulo é a sua âncora eleitoral possivelmente porque é o único Estado onde se criou uma ligação propriamente orgânica do partido com o eleitorado. A parcela do eleitorado paulista que vota no PSDB está escolhendo um projeto político e ideológico identificado com o partido. Nos demais Estados, essa identificação é mais fluida.

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Uma situação boa demais para o governo

10 de junho de 2010 às 15:14 | Comentar

Por Maria Inês Nassif
Do Valor

A geração dos brasileiros que eram adultos no final da ditadura militar (1964-1985) , nela incluídos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-governador José Serra (PSDB), a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina da Silva, não presenciou um momento como esse antes e dificilmente viverá um outro. Não vai dar tempo de assistir uma reedição desse período, o único da história do país com alta taxa de crescimento econômico e democracia. Daí a dificuldade da oposição de alinhavar um discurso que seja consistente para ganhar o apoio de um eleitorado majoritariamente governista, satisfeito com a vida que tem e que acha que a sua vida vai melhorar com a continuidade, e não com a mudança.

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Farsantes às pencas (Lula, Serra, Gullar)

2 de junho de 2010 às 13:51 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Ferreira Gullar, bom poeta, foi premiado internacionalmente – ele merece, claro. Sua entrevista na FSP de 2 de junho critica o governante Lula – classifica-o como farsante – e elogia o candidato Serra, a quem atribui bom governo em São Paulo.
Não tenho interesse em discutir a justiça ou não do qualificativo dedicado ao presidente da república. Quero comentar o elogio ao candidato Serra, levando em conta sua política salarial em relação aos professores da rede pública de São Paulo.
Assalariados, normalmente, recebem reajuste salarial a cada ano porque vivem em economias marcadas por inflação. Tanto a economia é assim que impostos e outras taxas que pagamos aos governos são reajustados com absoluto rigor e às vezes em intervalos menores que doze meses.
Em São Paulo, o ex-governador Serra criou um sistema muito peculiar de tratar os salários de professores: a categoria não recebe aumento; há um abono pago para aqueles que:
1) passarem por uma avaliação feita pela Secretaria de Educação (prova), obtendo determinada nota mínima.
2) trabalharem na mesma escola há um certo tempo (5 anos, se não me engano).
3) não tiverem determinado percentual de faltas ao trabalho num tempo específico de atuação profissional.
Quem satisfizer a todas essas exigências, ainda deverá se submeter a uma cota de 20% dos funcionários da escola que terão direito àquele abono.
Que significa isso? Que a MAIORIA dos professores não terá abono nenhum, mesmo que muito bem avaliada na prova, estável na mesma escola e sem repetidas ausências ao trabalho.
Isso é bom governo?
Por uma questão de justiça, penso que, além de Lula, a categoria farsante, entre nós, abriga, com imenso destaque, o candidato Serra. E abriga o laureado poeta Ferreira Gullar, ao denunciar a farsa de um e louvar a farsa do outro – antigamente, isso se chamava ideologia mesmo.
Farsantes não faltam neste país.
Enfim, a farsa é um gênero dramatúrgico que já rendeu bons frutos. Incentivemos todos a seguirem uma honrada carreira teatral.
Abraços a todos e todas:

Eleições: o dom de iludir

29 de maio de 2010 às 20:02 | Comentar

Por Fernanda Torres
O Globo

O candidato é um ator em eterno teste; uma condição vexatória e desconfortável

O QUE LEVA alguém a se candidatar à Presidência? A ser tão bisbilhotado, ofendido, pesquisado e aviltado? Que papel grandioso é esse cujo ensaio, estreia e temporada custam o fígado do próprio intérprete?

A política é um palco letal, o Coliseu romano da atualidade. Um lugar de ódios milenares, mágoas irreparáveis, conciliações imperdoáveis e, também, do temível ridículo. Eu seria incapaz de atuar sob tamanha pressão.

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Pedro Pedreira chega à classe média

26 de maio de 2010 às 10:44 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

É interessante a promessa da pré-candidata Dilma na sabatina da CNI: 100% de brasileiros ao menos na classe média. Melhor três refeições por dia que morrer na fila do INSS, claro. Não é muito claro como operar a transformação mas ela pode alegar que o caminho já começou a ser trilhado etc. Falta o resto: diversão e arte (cf. Titãs, “Comida”), poder decisório descentralizado, perspectiva de algum futuro.
O pré-candidato Serra (“aquilo que for, será”, imortal gravação de Doris Day), na mesma sabatina, mostrou que anda vazio até de promessa, a equipe não ajuda. Que está havendo, intelectualidade demo-tucana? Muito bico e pouco cérebro?
A pré-candidata Marina (“meu presente me condena”), ainda no mesmo evento, andou muito tímida no slogan subjacente “posso fazer melhor do mesmo”.
Assim caminha a humanidade. A humanidade somos nós. Estamos mal.
Abraços a todos e todas:

Difícil relação com a velha política

13 de maio de 2010 às 10:04 | Comentar

Maria Inês Nassif
No Valor

Não é fácil a vida do governo de Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. As grandes derrotas que sofreu no último mandato, quando teoricamente tinha maioria parlamentar proporcionada por uma aliança com o PMDB, tiveram um custo pesado. A última foi o fim do fator previdenciário, invenção do governo Fernando Henrique Cardoso para reduzir o déficit da Previdência sem ter que aprovar uma emenda constitucional. Não será fácil também a vida de Dilma Rousseff (PT), ou de José Serra – qualquer que se eleja sucessor de Lula – no Legislativo, independente do grau de experiência do vitorioso nas lides políticas e partidárias.

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Meiguice, sempre

9 de maio de 2010 às 9:52 | Comentar

Muitos vão achar loucura, mas quem entrou em campo para “abafar” o fogo e diminuir a quentura em relação à sucessão presidencial foi o próprio presidente da República, ao lado de seu fiel comunicólogo Franklin Martins.

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Eleições e ilusões

9 de maio de 2010 às 9:45 | Comentar

Por Marcos Coimbra
No Estado de Minas

Para alguns dos que querem mudanças, o gesto de Lula, quando escolheu Dilma para sucedê-lo, soou como bravata. É como se ele a tivesse indicado pelo que ela não tem.

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Globo retira jingle pró-Serra do ar

19 de abril de 2010 às 19:06 | Comentar

Escaldada desde o episódio em que tentou fraudar as eleições no Rio e derrotar Brizola (quando surgiu o slogan “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”) a Rede Globo retirou do ar o jingle da comemoração dos 45 anos da emissora. A peça  embutia, de forma disfarçada, propaganda favorável ao presidenciável José Serra – o número do PSDB é 45.  No jingle trechos como “todos queremos mais” remetia à frase do tucano, “o Brasil pode mais”, dita por ele no lançamento de sua pré-candidatura. Em determinado trecho, os atores falam: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais.”  Desta vez, a grande mídia, que está em campanha escancarada em favor de Serra, terá na Internet um contraponto de peso contra suas manipulações.

O que será?

18 de abril de 2010 às 11:35 | Comentar

Por Mino Carta
Na Carta Capital

Proponho um teste: quem pronunciou a seguinte sentença? “Não se deve pensar no Estado da inércia, da improdutividade. O Estado deve ser forte, não obeso. Forte em seu papel de cumprir as funções básicas e ativar o desenvolvimento, a justiça social e o bem-estar da população.” Respostas: a) Karl Marx; b) Antonio Gramsci; c) José Serra; d) Lenin; e) Dilma Rousseff.

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Tucanos, cheiros e preconceitos

11 de abril de 2010 às 20:57 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

A FSP, noticiando o lançamento da candidatura Serra, registrou o caráter de massa a que essa campanha parece almejar, com uma ressalva atribuída a voz tucana: massas cheirosas.

O preconceito emburrece! Quem está vivo tem cheiro de algo, quem morre tem cheiro de algo. Só faltou especificar: massas Chanel nº 5…
Melhor reler a bonita letra de “Aroma”, Gilberto Gil nos anos 70:

xxxxx

Aroma
Gilberto Gil.

A-a-a-a-aroma
A-a-a-a-aroma

Vem pelo vento
Aroma
Fragrância, odor
Vem da pitanga
Da manga
Perfume da flor

Vem do estrume
Cheiro do gado
Vem do pecado (aroma-amor)
Do corpo dela (aroma-amor)
Todo molhado
Aroma
Um cheiro de suor

Ah, ah, ah, ah, aroma
Ah, ah, ah, ah, aroma

Vem pelas ventas
Aroma
Do pobre ou rico
Embriagado
Tu ficas
Eu também fico

Vem da macela
Da graviola
Vem do pé de manjericão
Todo o planeta
Aroma
De planta do sertão

Todo o planeta (que cheirinho gostoso)
Aroma (de capim cheiroso)
De planta do sertão

xxxxx

“Do pobre ou do rico”, a rima interna perfume/estrume: arte vê longe!
Abraços a todos e todas:

José Serra não é Carlos Lacerda

4 de abril de 2010 às 10:57 | Comentar

Por Elio Gaspari
FSP

A agressividade destruidora afogou a biografia do maior governante da história do Rio

COMO ERA previsível, uma única palavra -”roubalheira”- deu o tom do discurso de despedida de José Serra. Pena. Foi uma fala tediosa, mas uma só palavra desviou o curso de uma reflexão em torno de ideias, honradez e sobriedade administrativas. Ela não caiu como cabelo na sopa. Foi um flerte com “a busca da notícia fácil” que o próprio Serra criticaria no mesmo discurso.

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AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar