Geral

Talis Andrade para Manoel Onofre Júnior

Manoel Onofre Jr.

Conversando com Talis Andrade, onde passei os contatos de Manoel Onofre Júnior, que deseja falar com ele, tendo em vista que os mesmos não se falavam há algum determinado tempo, eis a resposta de Talis Andrade:

“Oreny, li sua mensagem hoje. Saudades de Onofre. Saudades de tempo sem volta. Saia de noite do jornal A República para a casa de Cascudo. Ele fazia uma pausa nas leituras ou escritos. Fumava um charuto. Era um ritual. Imagine os fotogramas em câmara lenta. Pegava o charuto. Amaciava com os dedos. Cortava a ponta. Mergulhava em um cálice com conhaque. Cheirava e lambia a parte molhada. Depois acendia. Para gostosas e fumacentas baforadas. Outras vezes ia me encontrar com Ticiano lá na frente da estação de trem, no bar restaurante do pai de Tarcísio Pereira que foi meu aluno de jornalismo na Católica, e dono da Livro 7, aqui no Recife, a maior livraria do mundo. Tempos de ouro de Natal. Nunca mais vai aparecer tanta gente linda pra uma noite de boemia: Navarro, Sanderson, Woden, Veríssimo, Walflan, Berilo, Marcio Marinho, Francisco Fausto, Myrian branca e tímida como um anjo deslocado, Zila, Dorian, Expedito Silva que dormia bêbado na redação, e um dia acordou do porre para casar e logo morreu na lua de mel. Onofre, Djalma Marinho, Djalma Maranhão apareciam e sumiam e levavam Myriam e Zila que não poderiam ficar, que a madrugada sempre foi má companhia apesar da brisa do Potengi e da Maresia do Forte dos Reis Magos. Oreny, esse Natal que eu vivi fica doendo em mim na saudade.”

Share:

Comentários

1 comment

  1. Anchieta Rolim
    Anchieta Rolim 27 junho, 2017 at 12:40

    Que beleza, meu amigo Oreny! Nossa história tem muitos valores. Sua contribuição em resgatá-los é de suma importância para todos nós. Parabéns!

Leave a reply