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Tecelãs em Salamanca – Espanha

Estive em Salamanca, Espanha, pela primeira vez, em 2013, por ocasião do XVI Encontro de Poetas Iberoamericanos, para divulgar o livro de poesia Vento da Tarde (Sarau das Letras, Trilce Ediciones). Na oportunidade, tive o prazer de conhecer JACQUELINE ALENCAR, escritora e palestrante atuante no seu meio.

Quatro anos mais tarde, a amizade construída com Jacqueline frutificou na tradução para o espanhol do Tecelãs, novo livro de poesia publicado em Natal, Brasil, em 2017. Não foi uma tarefa fácil para ela. Tematizando a vida de 20 mulheres e suas ricas e particulares histórias, a tradução, pelas especificidades envolvidas, exigiu-lhe árduo trabalho, incluindo horas seguidas de conversa por Skype, e-mail ou telefone, para dirimir dúvidas, explicar termos e expressões idiomáticas particulares do nosso português, desconhecidas em espanhol e vice-versa, etc. O resultado é uma tradução impecável que enriquece a obra além de oportunizar sua divulgação no mundo ibérico.

Pois bem. Na impossibilidade de participar do XX Encontro de Poetas Ibero-americanos edição 2017, Jacqueline, tomou a si o encargo de mostrar ali o Tecelãs. Para tanto, a tradutora e autora do prólogo se fez acompanhar à mesa, do advogado e poeta LEONAM CUNHA, que se encontra em Salamanca cursando mestrado. A esse jovem confiáramos, Editora Sarau das Letras (BR) e editada, a responsabilidade pela revisão do texto do livro.

A mesa de apresentação completou-se com a presença da professora e escritora salmantina MONTSERRAT VILLAR GONZÁLEZ. Em 2013, esteve sob seu encargo apresentar o Vento da Tarde, livro bilíngue (português e espanhol). De modo que, pela segunda vez, concede-me ela tal honra. Desta feita, teceu comentários sobre Tecelãs e falou de afinidades identificadas no nosso trabalho poético desde o primeiro livro. Um belo depoimento que incluiu a alusão ao nosso cabelo grisalho e à cor idêntica da vestimenta usada naquele já distante dia. Coisa de mulher.

Prossigo em 2013, quando, por intermédio do professor, poeta e editor brasileiro DAVID DE MEDEIROS LEITE, tive o livro Vento da Tarde traduzido para o espanhol, pelo professor da Universidade de Salamanca (ES), escritor, poeta e incansável promotor cultural ALFREDO PÉREZ DE ALENCART. Após a tradução, Alfredo me convidou a participar do Encontro de Poetas Iberoamericanos que se realiza anualmente na cidade, sob sua coordenação.

Dois anos mais tarde, regressei à bela cidade espanhola e, outra vez, aquele homem múltiplo me oportuniza participar do disputado encontro de outubro, ainda que sem portar nas mãos novo livro. Finalmente, agora, em que pese minha ausência do evento, vem de repetir a gentileza, fazendo com que Tecelãs fosse apresentado no salão de eventos do Centro de Estudos Brasileiros, no dia 26 de outubro último, dentro da programação do Encontro acima descrito.

São amizades postas em minha vida pela via poética. Comovida, expresso a cada uma: MUITO OBRIGADA PELA APRESENTAÇÃO DO TECELÃS!

*Rizolete Fernandes, Natal, Brasil, outubro de 2017.

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