Agradeço as gentis e afáveis palavras. Fiquei deveras feliz, pois o pouco contato que tive até o momento com o universo da sua escrita causou-me uma forte impressão.
O conto “Ela”, por exemplo, deixou-me enlevada por sua densidade poética e ritmo que de vez em quando é quebrado rompendo, assim, com a linearidade do texto. Não entendo de teoria musical, mas vou arriscar uma comparação: lembrou-me o ritmo uniforme de uma música (batida) quebrado em alguns momentos por acordes dissonantes para acordar o leitor. Eu me transportei para a narrativa e de repente lia em voz alta. De fato neste conto você descreve a mulher com sutileza, sensibilidade e muita sensualidade.
Naquela ocasião fui à busca de outros contos na internet e li o Escritor de obituários. Na prosa “o filho do divórcio”: [...] No lusco-fusco de certo fim de tarde recente, enquanto o pendular da rede mais favorecia uma soneca [...] é um luxo de escrita. Confesso que não familiarizada com o termo “lusco-fusco fui pesquisar.
Não tenho vivência em escrever prosa, crônica, contos, etc. Poesia já arrisquei em tempos idos. Mas, o importante é perder o medo da exposição e da crítica e ter humildade para aprender com os erros e acertos. Eu, inclusive, gosto quando sou confrontada, ao ponto de refletir e rever minhas “certezas e convicções”.
Gostaria de ler outros contos seus (disponíveis), inclusive os de pseudônimos femininos.
PS: Aceito o querida. É lisonjeiro e muito bem vindo!
Abraços,