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Thiago de Góes lança Cavalo Negro e outras histórias fabulosas dia 26

Cavalo Negro e outras histórias fabulosas será lançado no Colégio das Neves, neste sábado, 26 de agosto.

Sonhos misteriosos, viagens no tempo, mundos paralelos, comunicações espirituais e reminiscências infantis. Estes são alguns dos temas trabalhados em “Cavalo Negro e outras histórias fabulosas”, terceiro livro de contos do escritor Thiago de Góes. A obra, que leva o selo da editora “Jovens Escribas”, será lançada no dia 26 de agosto, no Colégio das Neves, das 14h às 18h.

Durante a noite de autógrafos, o autor também será entrevistado por alunos e professores, além dos membros da Academia de Leitores da escola. Alguns contos do livro foram, inclusive, trabalhados em sala de aula e esta será uma oportunidade para que os estudantes troquem ideias sobre as narrativas, diretamente com o escritor.

Cavalo Negro é um mergulho na literatura fantástica, trafegando entre os símbolos inconscientes da linguagem onírica e as emoções subjacentes ao universo infantil. Nela, o mundo real é subvertido por meio do pensamento intuitivo e do acesso ao sobrenatural. “Nada é banal”, explica Thiago.

Em suas histórias, a imaginação é a força motriz que liberta ou aprisiona os personagens. Em doces e perigosas viagens no tempo e no espaço, a narrativa flui nos mais inusitados seres, “reais” ou mitológicos: bonecos, medusas, unicórnios, centauros, ou simplesmente humanos abismados com uma realidade absurda que teima em se apresentar aos olhos incrédulos. Por fim, a literatura de Thiago de Góes é uma forma de subverter a banalidade do cotidiano.

E agora, José?

Inspirado no poema homônimo de Carlos Drummond de Andrade, “E agora, José?” é a primeira de uma série de sete narrativas surreais que são o carro-chefe do livro Cavalo Negro e outras histórias fabulosas.

Thiago de Góes afirma que seu processo criativo para escrever esta série, que chama carinhosamente de “contão”, foi bastante intuitivo. Cada uma das sete histórias foi pensada separadamente. Variam inclusive no estilo. De fato, elas podem ser lidas de forma independente umas das outras. Fazem sentido tanto isoladas como no conjunto. “Isso foi muito divertido para mim. Ao término de um conto, eu não sabia como seria o outro, e assim por diante”, diz.

Ele também revela que decidiu escrever um conto inspirado no poema de Carlos Drummond de Andrade, quando ouvia a versão musicada de “E agora, José?”, na voz do cantor Paulo Diniz. Sua primeira dúvida foi: o eu lírico está com pena de José ou, muito pelo contrário, está se deliciando com sua desgraça?

“Lembro que, na minha adolescência, minha interpretação pendia para a primeira hipótese. Mas agora tenho certeza que caçoaram do pobre José. Imaginei até risadas de escárnio entremeando a voz do cantor. Como disse um amigo, toda releitura é diferente da anterior”.

Sobre o autor:

Thiago de Góes é escritor e jornalista potiguar radicado em Fortaleza. Ele é autor dos livros “Contos Bregas” e “Lobas, Deusas e Ninfetas”, que transformam versos de música popular em narrativas literárias.

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