Tomás Eloy Martínez, sobre “Purgatório”
17 de novembro de 2009 às 11:36 - Comentar
O que o senhor buscou contar neste livro?
A ideia original era recuperar o que não vivi na Argentina nos anos da ditadura (1976-1983). Mas, na verdade, o assunto central é o que desaparece. O livro fala do que não se fala, do que não está, do que perdemos sem perceber, do que poderíamos ter tido e não temos. É um livro sobre o milagre das possibilidades. Quis falar sobre tudo aquilo que se perde com os desaparecimentos. A figura dos mapas é fundamental (Emilia é cartografista), já que os mapas muitas vezes inventam realidades que não existem.


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