Traduzindo Baudelaire
30 de janeiro de 2010 às 23:21 - ComentarQuerido Fernando:
Eu me deslumbrei porque coincidiu com o começo de uma tradução de Baudelaire, da qual reproduzirei o primeiro e o último quartetos:
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Ao leitor
(Charles Baudelaire,
tradução de Marcos Silva)
A bobeira, o erro, o pecado, o mesquinho,
Baixam em nossos espritos, trabalham-nos dorsos,
E nós alimentamos amáveis remorsos,
Quais mendigos que nutrem o que há de daninho
(…)
É o Tédio! – o olho chora sem vontade,
Sonha com cadafalso e fuma um cachimbão.
O conheces, leitor, um monstro que não invade,
- Hipócrita leitor, – meu igual, – meu irmão!
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Abraços sempre afetuosos:


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