Crônicas e Artigos

Tudo junto e misturado. A sociedade é líquida. Faleceu o polaco.

bauman

Não basta saber, é necessário saber o que o povo quer, disse Slavoj Zizek. O momento é contrário a uma plutônia, na visão de Noam Chomsky. E assim começa uma mistura de ideias por Henrique Soares Carneiro em Occupy (Boitempo, 2012). Steve Jobs dizia que fabricava produtos, que os consumidores ainda não sabiam que queriam ou precisavam. E a tecnologia está nas ruas e nas palmas das mãos.

Ter a mente aberta não é o suficiente, é preciso abrir mais a mente, com a consciência de abrir ou fechar a boca quando se faz necessário, com palavras consistentes, foi o que disse Gilbert Keith, nas palavras de Zizek. Analisando e avaliando a sociedade, podemos avaliar e analisar os políticos, representantes escolhidos para conduzir a sociedade (Boitempo, 2012).

Os indignados fazem o que não sabem, e não exatamente o que fazem. Uma suposição de Marx pelas palavras de Giovanni Alves. (Boitempo, 2012). Os movimentos e as manifestações públicas passaram a ser melhor estudados e analisados a partir do movimento Occupy (Espanha), e a denominada Primavera Árabe, marcados a partir de 2011, com a população ocupando o espaço público. Uma marco que a história pode confirmar no futuro. Outro marco apontado, é o uso das redes sociais para organizar e convocar protestos. Das janelas (Windows) para as ruas, a partir do uso de portas (doors), e portais que espelham e refletem quem faz; e o que está nas ruas (street). Ocuparam Wall Street.

Faleceu o sociólogo Zigmunt Bauman (1925 a 2017). Na soma: 1+9+2+5 = 17; 1+7 = 8, o infinito invertido. Na soma: 2+0+1+7 = 10; 1 + 0 = 1, o início. Bauman afirmou em suas palavras e livros que a sociedade é líquida. Tudo se mistura com facilidade. Os conhecimentos se entrelaçam. O conhecimento e as ideias estão em todos os assuntos. Não importa a linha de pesquisa.

Bauman de origem judia, ainda jovem, escapou da Polônia invadida pelos nazistas. Viveu em Israel (Tel Aviv) e na Inglaterra (Leeds). Esteve como refugiado na URSS, viveu os horrores da II Guerra. Casou-se com uma sobrevivente do gueto de Varsóvia, escritora e companheira até a morte (2009).

Zygmunt Bauman, terminou lúcido a sua trajetória com 91 anos, deixando uma vasta bibliografia contemporânea. Escrevia pelo menos um livro por ano. Fazia conferências e dava entrevistas. Fez a mais valia com a sua idade, produzindo um conhecimento em uma idade considerada pela sociedade como avançada. Além de um tempo produtivo. Era dono e gestor da sua produção intelectual.

Com cabelos já brancos e usando um cachimbo, chegou a fazer poses para um ensaio fotográfico, como uma estrela do rock.

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