UNESCO condena assassinato de jornalista

18 de julho de 2010 às 11:46 - 1 Comentário
Por Ednar Andrade

A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, expressou sua mais firme repulsa pelo assassinato do jornalista mexicano Hugo Alfredo Olivera Cartas, que foi achado morto em 6 de julho no interior de seu veículo, próximo da localidade de Apatzingán (Estado de Michoacán), situada no oeste do México.

“Condeno o assassinato de Hugo Alfredo Olivera Cartas e faço um chamamento às autoridades mexicanas para que busquem ativamente seus autores e os levem perante os tribunais de justiça, a fim de por um fim à impunidade deste tipo de crime”, declarou a Diretora Geral, antes de completar: “Depois deste novo atentado contra a liberdade de informação, se devem colocar à disposição da justiça mexicana todos os meios necessários para que possa levar a cabo sua missão”.

Segundo a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF), Hugo Alfredo Olivera Cartas, de 27 anos de idade, recebeu uma chamada telefônica para que fosse ao lugar de um acidente. Poucas horas depois seu corpo foi achado sem vida com três tiros na cabeça. Ademais, seu escritório foi saqueado. Especializado na cobertura de temas policiais no município de Apatzingán, Olivera Cartas dirigia o periódico El Día de Michoacán e havia criado a agência de imprensa local ADN. Também era correspondente da agência de imprensa mexicana Quadratín.

RSF assinalou que com este assassinato somam já oito perpetrados contra jornalistas no México neste ano. A agência Quadratín informou de que este último crime deu lugar a uma marcha de protesto em Morélia, capital do Estado de Michoacán, onde foram cerca de 200 jornalistas.

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A UNESCO é o único organismo das Nações Unidas que tem o mandato de defender a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa. O Artículo I de sua Constituição declara que a Organização se propõe “assegurar o respeito universal à justiça, à lei, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais que sem distinção de raça, sexo, idioma ou religião, a Carta das Nações Unidas reconhece a todos os povos do mundo”. Para lográ-lo, a Organização deve fomentar “o conhecimento e a compreensão mútuos das nações prestando seu concurso aos órgãos de informação para as massas” e recomendar “os acordos internacionais que estimem convenientes para facilitar a livre circulação das ideias por meio da palavra e da imagem”.

(Texto traduzido do espanhol por Ednar Andrade).

Notícia datada de 16.07.2010, no site da UNESCO (aqui):

1 Comentário

  1. Flaviana Fernandes Hansen
    26 de julho de 2010

    Nossa! Vc também é colunista deste blog e ainda dá notícia fresquinha. Me admiro que em um blog jornalístico, ninguém tenha comentado a morte do jornalista mexicano. Afinal, conforme disse Che, temos que nos revoltar contra qualquer injustiça cometida a qualquer pessoa, em qualquer parte “do mundo”, isto é humanismo.

    Meu parabéns, pela postagem e por todos os seus escritos, dos quais sou suspeita para falar, pois fã é fã… Rsrs…

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    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

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