Velhos cadernos:

12 de agosto de 2010 às 15:02 - 2 Comentários
Por Ednar Andrade

Poemas, contos, desenhos infantis e notas de compra

pergaminho

Velhos cadernos surrados, batidos, mas lá estão guardados todos os sentimentos: textos elaborados, poemas inacabados, notas de compra, desenhos infantis e “avisos” de que: “fui ao supermercado”. Estes cadernos são mundos…, mundos encantados, onde personagens verdadeiros ou inexistentes descansam e sonham com sentimentos bordados.

Poemas, contos e notas de compra, quase diários ou documentários. Universo particular, onde neles moram, em perfeita harmonia, prosa, verso, pensamentos vagos, e quem não teria em sua gaveta, ou sempre à mão, um destes velhos cadernos?(…)

Meus amigos secretos, silenciosos, (quase antiquários) – pau para toda obra! Poderiam virar uma boa “peça de humor”, em momentos mais tristes um drama, nas horas de euforia uma boa prosa. Como uma comunidade unida, todos moram e todos têm espaço. Em cima da mesa, olham para o computador com um certo ciúme. Em suas amarrotadas páginas, guardam segredos e confissões e ali ficam esquecidos, às vezes, entre a poeira e os dias… Mesmo hoje substituídos pelo teclado e seu ruído, serão sempre bons amigos. Parecem ter alma, depositários e fiéis abrigos de sentimentos vários. Amores novos, amores antigos, saudade, canções, desenhos, enfim… Tudo carregam consigo, atravessando o tempo, guardando tantas histórias, velhos cadernos de memórias.

2 Comentários

  1. Bethânia
    12 de agosto de 2010

    saudade boa, mas, às vezes, dolorida. Ainda guardo alguns…com cheiro de dor, de sonhos e das alegrias. Acho que com eles, eu fui aprendendo a ler, escrever e viver…

  2. João da Mata
    12 de agosto de 2010

    Querida Ednar,

    Cadernos velhos, gostoso. Ir apagando e anotando os palimpsestos da existencia. Muitas vezes o esboço de uma idéia, um poema, etc
    Gosto de agendas. Gosto de marcar o que fiz de importante. Ultimamente as páginas são brancas. Nada importante. Tudo rotina. Embora nunca deixe de trabalhar.
    Tinha uma namorada que colocava poemas na minha agenda. Me fazia raiva e pagava com um poema
    Fico triste com as novas moradas. Pequenas. Ninguem guarda mais nada.
    Saudades daqueles cadernos de caligrafia. Acho que devia voltar. Escrever bonito é uma arte,

    E assim cada vez mais vamos ficando sem os registros. Com o computador ficou dificil a crítica genética.

    Guardo jornais, guardo lembranças, guardo saudades e livros que não me deixam só .

    Boa tarde

    beijos:

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

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  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”