VERDADES E MENTIRAS EM TORNO DE UM NOBEL (II)

7 de janeiro de 2010 às 8:55 - Comentar
Por fernando monteiro

Há um conto “romano” de Lúcio Graumann sobre a relação de um estudante brasiliano com uma jornalista italiana, “filha de um diplomata cubano”. Tudo indica que o relato é autobiográfico (o título é Fugue, e não Funghi – conforme já vi citado), embora a “jornalista” venha a morrer atropelada, ao se atirar na frente do pontual carro que o autor aluga com a moeda do convencionalismo, para por fim à angústia da perda do amante mais jovem etc. Alba talvez não fosse capaz de tais arroubos e, de qualquer modo, morreu em casa, de doenças da idade avançada. A narrativa curta não faz parte dos Contos Reunidos, escolhidos pelo próprio Graumann. Contos à parte, Lúcio e a “escritora feminista” – conforme é sempre rotulada – iriam se rever na Ledig, uns dez anos depois (quando se mostrava mais nítida, talvez, a diferença de idades), e parece que houve, ali, um renascer das esperanças da jornalista-escritora, até tudo terminar apenas alguns meses depois do acidente com a vizinha “daltônica” – que possui um pequeno arquivo LG, no seu bem montado estúdio com vista para um parque onde há esquilos que comem ração das mãos dos passantes (todos se conhecem, todos são vizinhos, em Hudson, e todos amam os animais – que nunca apresentaram sintomas de qualquer doença gástrica).

É uma tarde encantadora, os pequenos animais, tímidos, estão em paz antes de chegarem ao pé da cerca (onde paramos, a fim de alimentar os bichos)… A conversa entrecortada dos nomes que ela havia dado aos esquilos, ali protegida por lentes escuras – embora eu pudesse ver que lhe agradara ver que também eu não nutria simpatia pela pessoa e pela obra de Alba de Céspedes, pois os óculos se voltaram, com reflexos do sol frio, para a surpresa daquela confissão de antipatia gratuita: “não gostei dos livros, nem da autora”.

“Nunca li nenhum, e acho que nunca vou ler” – ela fez vibrar a declaração gelada, depois olhou na direção da Ledig (a nova): “Sinto falta do prédio velho. Aconteceu tanta coisa ali…”

E, então, passou um dado que faz supor que Lúcio Graumann se encontrava já doente, nos EUA. Ele viveu, eu sei, mais vinte anos, ainda, até vir a falecer em Pernambuco, vítima da “doença do sangue” – para usar os termos lacônicos do comunicado oficial da morte que aquela estranha decifrou perfeitamente. Só não sabia que o seu “amigo” sequer chegara a receber o prêmio, na capital sueca (que ela trocava por Helsinque). Vivia fora do mundo, uma senhora ainda bonita, num bosque público, com os esquilos também públicos e bem alimentados por rações compradas pelos moradores de Hudson, NY. O Nobel é menos Nobel ali, na verdade ela só ficara sabendo que Graumann ganhara “um prêmio muito importante”, havia morrido logo depois e, bem, a vida prosseguia – como sempre.

Quando eu toquei a campanhia do seu apartamento, e me identifiquei prontamente, falei de Lúcio Graumann, disse ao que viera, pedi para entrar (fazia frio), ela tinha os olhos de uma cega que custasse a lembrar das visões perdidas na adolescência. Esse tema – o da adolescência – me leva a dizer algo em defesa de Lúcio, no seu relacionamento com a “daltônica”. Quando ele a conheceu, ela não era nenhuma garota balthusiana de pernas distraidamente pousadas sobre o braço de algum sofá necessitando de conserto, mas uma jovem freqüentadora de salas de música, leitora dos livros recomendados pela crítica e pintora nas horas vagas. Aqui, não pude imaginar nem bonequinha de seda com o sexo louro se anunciando sob o tecido grosso da calcinha de lã incapaz de emocionar um Capote. Fazia frio, aliás, mas não tanto assim, para o caso da lã íntima (eu sei que eu tomara duas doses a mais), e ela não reclamava de frio, naquela hora e na recordação de si mesma, caída, desacordada, debaixo do sinal com o aviso para dirigir devagar, por causa dos esquilos e das crianças; de maneira que foi levada para dentro da Ledig, apertada contra as cores confundidas da camisa de Lúcio (o que sua memória para cores registrara bem nítido).

“Eu escrevi sobre ele, não quero publicar nada; apenas escrevi” – C. repetiu, quase nervosa, colocando os óculos por algum tique ou hábito, antes do esforço para sorrir e atenuar o tom enfático da frase. Seria, pleno, talvez o mesmo sorriso da moça acordando, trinta anos atrás, com o aroma do café forte que Graumann sabia fazer como um turco.
– “Nem tudo é para virar literatura”.

Não me mostrou nada do que escreveu, nem que fosse apenas para que eu folheasse, ali, no escritório em meia penumbra, a mecha do cabelo grisalho caída sobre a testa (parecia com as fotos de Susan Sontag na meia idade). Achei-a atraente, naquele momento, e imaginei que Graumann a achasse ainda mais sedutora, há mais de vinte anos. Os anos passam mais cruelmente para as mulheres, de um modo geral – mesmo que elas se cuidem daquele jeito que deixa seus rostos (principalmente seus rostos) com o brilho acetinado do esforço para deter a perda de frescor da pele, a hora de esplendor, breve, dela, como a do sol na relva. E cotovelos são terríveis traidores da idade do corpo feminino sujeito ao tempo tanto quanto qualquer ser constituído de células na natureza na qual tudo se perde e desaparece.

Ela me perguntou onde está sepultado o escritor que foi seu “amigo” numa época que se afasta demais para manter a realidade, para essa “Corintha” de Hudson, que sabe mais do que quer admitir, sobre a “intrusa” do livro inacabado do prêmio Nobel quase póstumo que veio, tarde, para o Brasil desconcertado com a falta da foto do brasileiro ao lado da realeza sueca, no mesmo país onde o goleiro Gilmar levantou a taça depois derretida em alguma oficina de subúrbio do Rio de Janeiro. “Não, ele não está enterrado no Rio” (eu falei no Rio?), ela finge não saber?

Eu devo responder, fingindo que não sei que ela finge?…

Se é assim, vamos fingir: ele está sepultado em Santa Cruz do Sul, fizeram um mausoléu só para os ossos do magro Lúcio Graumann, há uma placa de bronze com o seu perfil fundido (cuidado com a palavra) em relevo, grama mal cuidada e uma cerca baixa em torno da construção que lembra um pequeno templo meio pompeiano, pomposo no pampa. Graumann gostaria da aliteração de pompons crepitando como uma daquelas fogueiras do capítulo final de A Senda da Surata, quando Severo Marchetti morre no “campo frio de abril” etc.

Ela quis localizar Santa Cruz num mapa-mundi da decoração do seu estúdio de pintora (aposentada, segundo eu entendi). Demoramos um bom tempo até achar a cidade no sul do país, naquela porção de vazios que eu lhe disse que era como o Texas, como a Pahandle na qual haviam se internado seus avós poloneses (havia fotos deles, homens de barbas e mulheres sérias, olhando para a lente como se fossem ser condenados ao futuro pelo rio fixo do tempo dentro da máquina).

“O país é isso tudo?” – perguntou, admirada, uma unha rascante indo do Oiapoque ao Chuí no mapa onde talvez esperasse ler Buenos Aires (ou Rio), como a capital do Brasil de Carmen Miranda, Samba e músicos de camisas listradas. Nessa terra do sem fim, nascera um escritor distante do folclore das Gabrielas de cravo e canela tanto quanto dos negrinhos do pastoreio da outra ponta imersa em névoas de pampas identificados mais com a Argentina de Borges (o amigo que lhe dissera: “tu escreves na contramão do temperamento do teu país”).

Assinalei o lugar de Santa Cruz para ela – um ponto de “i” numa zona ocre de poucos nomes de cidades (o mapa não era novo), ela pronunciou “Santa Cruz”, eu traduzi, ela disse que sabia o que significava, fez o sinal cristão, entendi que era católica como são muitos poloneses (só então reparei nos dois ícones que dominavam a parede oposta, relíquias douradas de prata sobre madeira pintada: a Virgem da Ternura e a representação do véu da Verônica, a face de Cristo impressa a suor e sangue, com inscrições em ciríaco emoldurando a pintura bem conservada). Havia a foto ampliada de uma mulher, especialmente iluminada, na parede à nossa frente. Na hora, a retratada me pareceu familiar, com os olhos claros olhando para a câmera que fixara a sua expressão intensa. Tempos depois, eu vi uma foto de Anna Akhmátova que me esclareceu sobre quem era a pessoa daquela fotografia ampliada e posta, com todas as honras, numa parede daquela casa americana distante da Rússia como de Santa Cruz do Sul.

Fiquei esperando que ela terminasse o que me pareceu uma oração murmurada para os ermos gráficos do mapa, talvez de olhos fechados debaixo dos óculos que, mais do que envelhecida, tornavam a “daltônica” mais misteriosa, naquela penumbra. Quantos anos teria?

Terminada a curta reza, C. pediu que eu indicasse, de novo, a cidade de Santa Cruz no borrão do Rio Grande do Sul. Dessa vez, pegou uma caneta para marcar o lugar com um minúsculo ponto vermelho (não muito fácil de localizar, depois, no globo colorido), e vi que enxugava uma lágrima debaixo das lentes. Apressei-me em dar por terminada a “entrevista” (que nada – ou quase nada – revelara da amizade da moça de vinte e poucos anos com o Lúcio quarentão da Ledig). Porque eu tinha a impressão de que aquilo não era inteiramente sincero, e estava sendo feito para causar uma determinada impressão num completo estranho?

“Corintha” havia sido composta com traços de C. fresca como uma maçã numa caixa de pinho atapetada de finos papéis transparentes na cor roxa das lembranças que vão morrer, com o tempo?

O que ela não quisera me contar? A entrevista estava terminada – seu olhar, seus ombros, suas mãos me diziam antes mesmo de oferecer um toque mole, na direita, em despedida frouxa. Não veio me acompanhar até a porta, e eu mesmo a encostei, com cuidado, ao sair sem pressa, para a visão do bosque de esquilos no fundo da rua iluminada pelo frio sol (que devo chamar, uma vez mais, de “dourado”?). Sinta-se no meu lugar nada especial: a tarde americana declina sob o ruído do tráfego e do riso de adolescentes de patins que deslizam para cair adiante, debaixo da sombra de algumas árvores debruçando-se sobre a via de ciclistas menos respeitada do que se esperaria em Hudson, tranqüila quase como um condado.

Você olha em frente, desviado da calçada que seguia para o ponto de ônibus limpo, sem pichações, e vai se internando no parque, entre troncos de sólidos carvalhos, no país que não é o seu (e é diferente, para bem e para mal), como Lúcio o percebe à sua maneira, em A Rua dos Anjos de Vidro – oposto ao lado mexicano do livro (que Octavio Paz disse que poderia ter sido escrito “por um dos trânsfugas bem-sucedidos da fronteira atravessada de madrugada”). Você continua comigo? Então nos harmonizemos sobre o passeio bem cuidado, sabendo que Graumann pisou em folhas possivelmente iguais, amareladas até cair das árvores bem podadas. Na vinda, C. me dissera que ela e Lúcio cortavam caminho por aqui, ela “para casa”, ele para a Ledig, ambos de braços dados. Então, esse era o caminho da Ledig, no espaço e no tempo que é uma marcha para frente detida somente pelas lembranças, nossas e dos outros, no cerne da memória própria e adquirida (que não tem uma “direção”, como o tempo tem – ou parece ter), ora, “o tempo é justo isso: uma direção aparente” – conforme diz Severo, em A Senda da Surata –, você avança, e há ramagens baixas que fazem inclinar-se a pessoa que adentra um bosque domesticado, cheio de recipientes do lixo produzido pelos passantes e pelos que não se agacham para apanhar a comida de esquilo que caiu do saco, é isso mesmo, uma vida normal na parte mais amena do Estado de Nova Iorque… e não a crispação do visitante que não se sente em casa, mas está pensando nela, está mais longe, calculando a velocidade da luz de estrelas mortas que nos chegam como os versos de Homero, vindos das fogueiras acesas até as cinzas deste prefácio que se desequilibra e, por isso mesmo, pode se tornar inadequado, virar posfácio ou mesmo nem ser aceito, no precário equilíbrio das desimportâncias – que foi o quisemos surpreender, caro editor (como quando se avista uma mulher de tranças a bater e esticar um tapete, numa ruazinha lateral de Könya, a qual jamais iremos rever, tudo isso num átimo de certeza que não temos mais sobre nada e sobre tudo que está por um fio) e você não percebe, na América, na Turquia, no Brasil ou na Patagônia do romance falhado (o Ferragante), “um caso de imitação involuntária de García Marquez” (by Alba), Lúcio dizia: “minha querida, literatura só verdadeiramente narra quando nada está acontecendo” – e ela não entendia. Alba escrevia apenas sobre os “momentos intensos” e abandonava os momentos abandonados (“porque a melhor literatura consciente, cara, não passa de um artifício incompleto”), Graumann sorria e resolvia debater coisas assim no “intercâmbio” de escritores, quando a Ledig House não era a casa de hoje, de jamaicanos, indianos, paquistaneses e sul-americanos escrevendo livros de baixa temperatura artística, histórias da periferia das grandes cidades modernas e pequenos contos elípticos sobre velhos aposentados. “Não quero ler nada sobre a dor de dente de um bancário traído pela namorada, no estilo sub-Woody Dalton Allen Trevisan” – Lúcio escreveu no Ofício (que é uma compilação das notas da Ledig). No tempo de Graumann e Alba, estava lá também o jovem Carl Nicolson preparando o primeiro de uma série de esboços do Calypso (que talvez nunca avançou muito além, Nicolson sendo – na minha opinião – uma daquelas reputações que se estabelecem por “misteriosa” boa vontade de alguns críticos bem situados num certo e dado momento, quando então vira moda cultuar um nome como oposição a nada exatamente, numa espécie de protesto contra nada de muito preciso – exceto o tédio que, às vezes, produz mais tédio acrescido de equívoco).

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    “Je f’rai un domain où l’amour sera roi”
    12-02-2012 às 10:14 - 1 Comentário
    Por Bruno Costa

    Embora distante
    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: eu faço do meu corpo o que quero foi conquista a greve do ventres vem desde os gregos quem possui o direito sobre o corpo feminino? voce, o estado, o papa, Deus"! todos falharam como inquisidores. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Roberta Aymar: Beleza e Proibição... coisas necessárias e, ao mesmo tempo, contingentes nas curvas dos "Plurais Substantivos"... Eu que agradeço, João. - A Viúva Negra
    • João da Mata: domingo é dia de fazer niente nem tente! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: O inquisidor Um dia ele organizou um livro e não selecionou Outro dia ele foi o júri de concurso de poesia e não entrei nem na menção honrosa. Outro dia eu quis abortar e ele disse não pode mas foi taõ bom!. Não pode! Depois disse que e eu não sou Outra vez disse conheço a lei Sou procurador. Como juiz ele errou Como cristo acho que não voga - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Marcos Silva: Alex: Faltou acrescentar que Maria engravidou sem contato sexual com José por vontade de Deus, não é? Dessacralização do coito, embora Deus deva ter pênis e bolsa escrotal pois Adão foi feito a sua imagem e semelhança, e Eva tenha recebido vagina por obra e graça de Quem a fez. Jesus não engravidou porque não quis. Nem precisaria ser inseminado por outro homem, Ele poderia inseminar-Se, se o quisesse, ou Deus poderia usar o mesmo procedimento ocorrido em relação a Maria. Nada disso se deu, pelo que se sabe e que vc, gentilmente, nos trouxe à lembrança. Quanto a Maria Madalena, nada sei. O conhecimento histórico sobre o tempo dela e de Jesus é muito limitado (alguma coisa a partir de Arqueologia), os Evangelhos são escritos de devoção, não propriamente fontes literais de informação (ou são informação sobre eles mesmos). De qualquer maneira, muito obrigado pelas preciosas informações. Aproveito para lembrar que uma coisa é o Cristianismo ideal (todos filhos de Deus etc.). Outra coisa é o Cristianismo histórico, como Cruzadas e Inquisição bem o demonstraram: ou os hereges não eram filhos de Deus (quer dizer: nem todos o são) ou, se o fossem, mereciam morrer por desagradarem aos representantes do Pai. Até Leonardo Boff, há poucos anos, foi punido pelo órgão que ocupou as funções da Inquisição na Igreja Católica, submetido a "Silêncio obsequioso", não é? E durante o Nazismo, o Vaticano manteve um silêncio nada obsequioso diante do Holocausto... Mas diga-se a favor de alguns membros da Igreja Católica (não do Papado) que muitos deles apoiaram os perseguidos pelo Nazismo e até morreram em campos de concentração, como Claudio Galvão estudou, a partir de um caso específico, no livro "Campo da esperança" (EDUSC). Mas Nietzsche já ensinou: a Morte de Deus não é papo para beira de piscina, é um acontecimento mais que gigantesco. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Caro Juscio e estimada Roberta Belos links e comentários. Adorei. Que lindo, Roberta, seu blog proibido. Recomendo a todos Muito obrigado - A Viúva Negra
    • Roberta Aymar: A quem de interesse for... (inclusive há um link para o seu texto, João da Mata): http://quasiallegromanontroppo.blogspot.com/2012/02/aforismos-sobre-as-irrigacoes.html Roberta Aymar. - A Viúva Negra
    • Jóis Alberto: Poema muito bom! - "Je f'rai un domain où l'amour sera roi"
    • Eliane Dantas: Concordo, finalmente, com o senhor Jarbas Martins. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Alex de Souza: Cristo também nunca engravidou. Nem Maria Madalena (que eu saiba). - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”