Viagem à Serra da Borborema
6 de março de 2010 às 9:21 - ComentarIV- Diário de Bordo de um Viajante Contumaz
A estação já beirava a primavera. O dia era o da pátria “libertada” em 1822. Vou em busca das campinas verdejantes, as cidades e a serra. Nas pequenas cidades paraibanas , muitas comemorações e desfiles. O Brasil compra submarinos e helicópteros para se defender. Viajo em direção á serra da Borborema com destino à cidade de Campina Grande. Estrada em obras torna o trajeto difícil e perigoso. Cinco horas de duração Natal – Campina Grande numa noite de lua. Festa de aniversário de 15 anos do meu sobrinho Ângelo.
No dia seguinte vou visitar a cidade de Jackson do Pandeiro tendo o meu querido sobrinho Adriano- irmão do Ângelo- como guia. Na direção um outro sobrinho, Felipe. No açude velho muito peixe morto. Na praça central pode ser assaltado. Nesse restaurante almoçamos outro dia e ficamos todos com dor de barriga, assim vai guiando o meu inspirado e bem humorado sobrinho. E continua; nesse cruzamento tem batida de carro todos os dias. Nesse outro cruzamento foi onde bati o carro de papai. E o que tem de atração na cidade, pergunto a ele – que responde: nada. Na volta para casa um canal muito fedido.
No shopping principal da cidade a livraria fechou. De atração só uma exposição comemorativa do centenário de Dom Elder Câmara. Muitos banners falam de sua vida e longo apostolado em favor dos menos favorecidos. Do prêmio Nobel que ele não ganhou por questões políticas.
Retorno a Natal via a cidade de Pedro Américo. Areia, bela cidade do brejo paraibano, fica situada a 618m de altura acima do nível do mar. O sol de setembro é quente apesar das alturas. No caminho, Lagoa Seca e as pessoas rezando para a Virgem dos Pobres. Pertinho fica Alagoa Grande, terra do Jackson do Pandeiro. São Sebastião da Lagoa-Roça, Esperança e Remígio, onde está situada a estátua do Frei Damião. São muitos os santos, apesar das muitas cruzes na beira das estradas.
Em Areia muitas meninas bonitas desfilando e assistindo. A cerveja em lata é tomada com canudo. Muitos bons colégios bem assentados. Alguns homens anãos e de pernas arqueadas. Tomei uma triunfo. Visito o Museu Pedro Américo com as replicas de seus quadros em desbotados banners. A casa onde o grande pintor paraibano morou abriga alguns dos seus pertences. Depois de muitos anos o seu corpo foi transladado para Areia e muitos objetos pessoais foram retirados intactos. Uma garrafa com alguns papéis enrolados nunca foi aberta. De sua família só dois bisnetos sem filhos. Quem irá saber o conteúdo da garrafa? O museu merecia ser melhor equipado, com réplicas autenticas de suas obras famosas nos livros de história. Ainda no centro está situada a matriz de Nossa Sra da Conceição. Mais adiante o Solar José Rufino de 1818, com senzalas extintas e suas eiras, beiras e tribeiras. Não entendo bem o que diz a guia, como terei dificuldades em outras ocasiões. A fala é mais pra dentro e enrolada. Seguindo na mesma calçada o Bar do Chifre. Pode tirar foto ornamentado. Só entra e bebe quem tiver chifres.
O carro de som fala das cidades nordestinas e diz maravilhas de Natal que infelizmente não vejo. Um colégio homenageia o frevo e dança. As meninas vestem meias, apesar do calor. Por causa das chuvas, só agora começam a sair as branquinhas que passarinho não bebe. Belos artesanatos em madeira retratam os monumentos da cidade. O teatro Minerva é um dos belos equipamentos da cidade. Colecionador de corujas, compro uma de macramé.
Encantado com a cidade é hora de partir. Arara, Solânia e o santuário do famoso padre Ibiapina. Bananeiras, Belém e Santa Rita, terra do maestro Joaquim Ferreira. Depois a cidade de Passo e Fica onde fiquei para almoçar.
Uma bela viagem que só para contar fui.
Setembro / 2009


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