10 perguntas para o poeta Leonam Cunha

Thiago Gonzaga
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1- Leonam Cunha, fale-nos de “Condutor de Tempestades”, seu mais novo livro, prestes a ser lançado. Do que tratam os poemas?
“Condutor de tempestades” é um livro-homenagem ao poeta Manoel de Barros. Os poemas selecionados para as páginas deste livro só foram possíveis depois que peguei delírio na palavra de Manoel. Inspecionei os versos meus que dialogavam ou com a proposta ou com a linguagem ou com as temáticas consagradas pelo poeta mato-grossense e resolvi publicá-los.

2- Fale-nos um pouco da sua carreira poética. Quantos livros publicados até o momento?
Comecei a escrever poemas aos quatorze ou quinze anos e, aos dezessete, lancei meu primeiro livro, o qual chamei de “Gênese”. Dois anos depois, em 2014, lancei “Dissonante” e agora lanço “Condutor de tempestades”. Todos foram publicados pela editora Sarau das Letras.

3- Existem mudanças significativas na poesia de Leonam Cunha, se comparamos, por exemplo, aos seus livros anteriores?
Na minha análise existem, e bastante. Desde o estilo até a abordagem das temáticas. Mas eu não me considero a melhor pessoa para falar sobre isso…

4- Qual escritor, do passado ou do presente, você gostaria de convidar para um café?
Pode ser escritora? (Risos). Hilda Hilst, porque sei que seria uma conversa sem peias morais, e é divertidíssimo tomar café enquanto se fala safadeza.

5- Uma obra inesquecível?
“Os demônios”, de Dostoiévski.

6- Uma música?
“Ele me deu um beijo na boca”, de Caetano Veloso.

7- Um lugar memorável?
São inúmeros os lugares memoráveis, mas, para eleger um, fico com a Praia Vermelha, no bairro da Urca.

8- Se um ET surgisse na sua frente e solicitasse “Leonam Cunha, leve-me ao seu líder”, a quem você o levaria?
Não teria como atender à solicitação do ET… Não gosto muito dos líderes. Existem figuras que aprecio, que talvez nelas tente me inspirar, mas líderes…? No máximo meu líder sou eu.

9- Leonam, de que maneira, como poeta e estudante de Direito, você analisa a nossa atual situação política? Existe saída para a crise, inclusive cultural, que enfrentamos?
Estamos vivendo um momento delicado que sinaliza para diversos retrocessos. É terrível acordar e lembrar-se de que temos como presidente um golpista, que divide o travesseiro com um congresso que retirou do poder uma presidenta legitimamente eleita. E o presidente que aí está, a quem chamam de Michel Fora Temer, apadrinha um projeto de governo neoliberal e pior: um tipo de projeto que não foi aprovado em 2014 nas urnas. E em relação à cultura… Temer voltou atrás, porém, todo mundo lembra da MP decretando a extinção do Ministério da Cultura, não é?

10- Se pudesse recomendar um livro aos leitores, qual seria?
“Falo”, do potiguar Paulo Augusto.

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Thiago Gonzaga

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