PAPO RETO com Anderson Foca

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A intenção do PAPO RETO é questionar. E, claro, levar algumas bordoadas por algumas perguntas mal feitas ou mal comportadinhas. E para começar, um santo de casa. O colunista deste portal e produtor cultural nas horas vagas (rs), Anderson Foca foi o alvo; ele que divide com Luiz Gadelha o Fetuttines, que essa semana lançou seu primeiro álbum ‘Impossível só’. E como o pop não poupa ninguém, seguem as primeiras 5 perguntas desta seção:

1. Todos se rendem ao pop, uma hora ou outra. Ou o que seria o Fetuttines?
Acho que o conceito de pop é muito amplo, inclusive considero o Camarones Orquestra Guitarrística uma banda muito pop, tanto é que conseguimos angariar fãs de música onde quer que toquemos. Isso há dez anos. O Fetuttines é um experimento numa área que eu nunca tinha estado: a área da programação, beats eletrônicos, música de synths, que com um tempo eu aprendi a admirar e querer experimentar. A banda parece nova, mas os primeiros passos foram em 2009. Pra essa fase 2016 dividimos tudo ao meio nas funções, eu e Luiz. Tanto nas composições como no conceito em volta do trabalho. Tem mais letras minhas, mas é tudo muito ao meio; tem letra minha porque ele gosta do que eu escrevo e eu amo como ele coloca as melodias e ai vamos indo assim.

2. Nove em cada dez canções da parada da Billboard, hoje, possuem programas para alterar a voz. O Fetuttines também seguiu essa tendência?
Acho que você ouviu mal, não tem nenhum plugin de alterar voz nas nossas gravações. Tá tudo 100% como foi gravado. O que tem é muito sala (reverbs) e muitos delays, que é uma coisa que gosto muito em bandas garagem americanas, em bandas mais chapadas como Pond e Tame Impala e afins. É uma voz com referência muito gringa apesar de sermos uma banda cantando em português. Alterar voz é outra onda, feita com pitches, mexendo na afinação de propósito e afins. Isso ai passamos bem longe de usar.

3. O Fetutinnes é sua vontade de gritar contida no Camarones?
Não, eu já grito no Five Minutes to go e no Sinks, mais duas bandas que eu também tenho, toco e componho. Na real o Fetuttines foi uma imensa vontade de voltar a compor e cantar em português, coisa que eu não fazia desde 2006, quando o Allface acabou. Acho que ninguém nem lembra na verdade! Mas pouco importa, a minha onda de voltar a cantar foi essa e eu respeito muito o impulso que leva a criar algo com música.

4. Você já participou de quantas e quais bandas? Não vale mais o jogador jurar amor à camisa?
Essa comparação futebolística não cabe para música, dá para você jurar amor por vários trabalhos artísticos ao mesmo tempo e sem culpa. Já tive mais que 10 bandas, amei todas elas cada uma ao seu momento. Hoje tenho quatro bandas ativas e pretendo começar um disco do Sinks muito em breve (já começamos a compor). Camarones grava um disco em janeiro também, ou seja, na arte ou na música não tem espaço para monogamia.

5. Quem você pensa que é?
Eu sou um esforçado bem resolvido.

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APROVEITA E ESCUTA AÍ O ÁLBUM DO FETUTTINES

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