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MADA confirma novas atrações e homenagem a Pedro Mendes

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Quem nunca cantarolou “Essa é uma terra de um deus-mar”, a introdução da música mais conhecida pelos potiguares, imortalizada como hino afetivo de Natal?

Pois é, Linda Baby, o tema composto por Pedrinho Mendes 35 anos atrás, está na memória da cidade e terá uma festa pra lá de especial para celebrar a data.

Criador de pérolas do cancioneiro potiguar, Pedrinho, aos 53 anos, prepara a comemoração para o MADA, evento marcado para os dias 23 e 24 de setembro, na Arena das Dunas.

A música foi composta em 1981, muito antes de integrar oficialmente o LP “Esquina do Continente”, álbum finalizado em 1986 que projetou Pedro Mendes no mercado regional.

O disco teve co-produção de Heraldo Palmeira e participações de Wigder e Rachel, o baterista Bauru, Joãozinho do Grafith, os mestres guitarristas Franklin Novaes e Roberto Taufic, Aluízio do Cantocalismo, além dos percussionistas renomados Marquinhos Lobo, Bajara e Mingo Araújo.

Não só Linda Baby, mas outras canções representativas de sua carreira serão relembradas no show do sábado (24).

Certamente estarão no repertório Esquina do Continente, Fera Nova, Um Pedro a mais e Escute aqui.

NOVAS ATRAÇÕES CONFIRMADAS

Na reta final para o MADA – 18 anos, as bandas Fukai, Luísa e Os Alquimistas, Jubarte Ataca e Time de Patrão foram anunciadas.

fukai_01Fukai (foto), uma das revelações da música potiguar, chega com uma lufada de renovação.

O álbum de estreia, Abaeté, entrou em várias listas de discos do ano, com seu rock clássico com uma pitada de psicodelia e progressivo que remetem a rock rural dos anos 1970, de Mutantes a Clube da Esquina.

O grupo surgiu no segundo semestre de 2012 e é formado atualmente por João Paulo (baixo), Rodolfo Almeida (guitarra e voz), Vinícius Menna (guitarra, voz e gaita), Flávio Dado (bateria) e Arthur Porpino (percussão).

Este ano, a banda integrou a coletânea nacional Novíssima Música Brasileira, lançada pela Sony Music, com a canção Um Rio.

Já Luísa & Os Alquimistas estão de volta ao MADA.

A cantora Luísa Guedes e banda participaram em 2015 e de lá para cá lançaram o álbum Cobra Coral, uma mistura dançante, construída a partir de vários ritmos, com destaque para a música eletrônica jamaicana e a latina, principalmente a cúmbia.

O grupo é formado por Luísa Guedes (vocal) Renan Amantéia (bateria), Pedras Leão (baixo), Zé Caxangá (guitarra) e Gabriel Souto (guitarra e percussão) que produziu o disco. A banda cantar em português, francês e inglês.

Por sua vez, Time de Patrão é um grupo potiguar de rap formado por Koala Loko (MC), Breno Slick (MC), Mano Edu (MC), S Black (vocal), e DJ Stone.

O grupo surgiu na cena hip hop potiguar em 2013 a partir da fusão de outros grupos Alcateia e Drão.  Suas músicas tratam de temas cotidianos da periferia.

Por fim, Jubarte Ataca (foto) é garage punk e surf music “tocada na velocidade da luz”, como definiu a crítica da revista Rock Press.

Guitarra, baixo, bateria, reverb e fuzz; é cinema grindhouse e junkfood, que saem da mente desocupada de Daniel Dantas (baixo), Joaquim Dantas (bateria) e Diego Vinícius (guitarra).

JUBARTE-ATACA-2016O álbum de estreia, A Invasão das Temiveis Válvulas Termiônicas, foi lancado em 2013 de forma independente, para em 2015, o EP Falso ganhar a chancela da Baratos Afins, loja icônica localizada na Galeria do Rock, em São Paulo, também uma das gravadoras independentes mais renomadas do Brasil.

No Mada 18 anos, novos nomes se juntam a atrações nacionais e regionais da música contemporânea, como Emicida, Planet Hemp, Natiruts, Karol Conká, Liniker, Far From Alaska e Plutão Já Foi Planeta, dentre outros.

O Mada foi contemplado com o Prêmio Funarte de Fluxo Contínuo para Festivais de Música Brasileira, e conta com renúncia fiscal da Lei Câmara Cascudo do Governo do Estado, através da operadora Oi, Cosern/Neoenergia e Skol. E renúncia fiscal do Programa Djalma Maranhão da Prefeitura de Natal, através da Unimed Natal.

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Comentários

1 comment

  1. thiago gonzaga 5 setembro, 2016 at 18:41

    Não tenho dúvidas que “Esquina do Continente” foi o melhor LP lançado no Estado do Rio Grande do Norte. Ele é maravilhoso em tudo; letras, composições, músicos, produção… praticamente todas as canções fizeram sucesso.
    Pedro Mendes estava em sua melhor fase. Se fosse de outro Estado, teria explodido em todo o Brasil, e, claro, teria o seu devido valor reconhecido bem antes. Pena que moramos numa província, que infelizmente, não valoriza o que é da terra, sobretudo quando o assunto é cultura. Se eu fosse gestor público, no minimo eu daria uma medalha ao Pedrinho pois ele consegui fazer Natal ter um “hino” não oficial, e isso não é pra qualquer cidade…
    Faixas como Raça, Brilho de Uganda, Alegres Meninos, Esquina do Continente, e, claro, a clássica Linda Baby, foram verdadeiras febres na época. Tocaram bastante nas rádios de Natal, eu era uma criança de sete anos na época, pra se ter uma ideia da força desse LP.
    Marcou muito.
    Merece todos os elogios.

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