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Peça de grupo de teatro pernambucano questiona o momento político atual

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Os pernambucanos do Magiluth apresentam pela primeira vez em Natal o novo espetáculo “O ano em que sonhamos perigosamente”, nos dias 15 e 16 de outubro, sempre às 20h, no Barracão do grupo Clowns de Shakespeare. Os ingressos antecipados (R$20 inteira e R$10 meia) podem ser adquiridos a partir da próxima quinta (13) no próprio Barracão, localizado na avenida Amintas Barros, 4661, Nova Descoberta.

O ESPETÁCULO
‘O ano em que sonhamos perigosamente’ é o oitavo trabalho do grupo Magiluth. Uma soma dos onze anos de trajetória do grupo com o momento atual em que vivemos (política, movimentos, ocupações e a natureza das coisas). O trabalho teve como disparadores iniciais, a obra cinematográfica do grego Yorgos Lanthimos e os pensamentos de Slavoj Zizek e Gilles Deleuze. Assim como Lanthimos enfoca conflitos familiares para falar sobre o colapso nacional grego, ?O ano em que sonhamos perigosamente? utiliza o próprio ?fazer teatral? para questionar o momento político atual.

É uma obra aberta a múltiplas interpretações, um ensaio de resistência ético-estético-político, são linhas, não formas pré-estabelecidas. Pode-se fugir, esconder, confundir, sabotar, cortar caminho. Não que existam caminhos certos. Existem caminhos certos? Não sabemos. Há, porém, a subjetividade e todas as suas nervuras e ramificações. Não há um modelo fechado. Não há ligação definitiva. São linhas de intensidade, apenas linhas de intensidade.

Os movimentos emancipatórios que desabrocharam mundialmente, a exemplo do Occupy Wall Street, a Primavera Árabe e da Revolução Laranja na Ucrânia, ainda que distintos em suas expressões e questionamentos, de alguma maneira reverberaram no Brasil em junho de 2013. Outro rizoma desses sonhos emancipatórios é o Movimento Ocupe Estelita que se torna latente e pulsante nos corpos e discursos dos atores. Uma percepção racional do mundo? Um zeitgeist talvez. Colocaram uma lupa na crise do capitalismo e por consequência, na crise dos modelos de poder dos estados.

‘O ano em que sonhamos perigosamente’ foi contemplado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2014 de montagem. A dramaturgia é fruto do projeto Jogo Magiluth: Manutenção de Pesquisa, pelo Funcultura 2013/2014, e recebe apoio do Centro de Formação e Pesquisa Apolo-Hermilo pelo edital de pesquisa 2015.1.

SINOPSE
?Essa coisa que eu fiz, dizem que vem dos gregos. É tipo… uma coisa. Tem beleza. É uma coisa que uma pessoa, ou um grupo de pessoas, fazem para outra pessoa, ou para outro grupo de pessoas. Pode ser algo planejado, ou algo inventado na hora. Essa coisa que você faz para o outro, tem que ser algo com o objetivo de apresentar uma situação e despertar sentimentos e reflexões. Dizem que vem dos gregos. Ah, essa coisa também pode ser o lugar onde se desenvolve isso. Esse tipo de coisa com beleza.?

FICHA TÉCNICA
Direção: Pedro Wagner
Dramaturgia: Giordano Castro e Pedro Wagner
Atores: Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Mário Sergio Cabral, Pedro Wagner
Stand in: Lucas Torres e Bruno Parmera
Preparação Corporal: Flávia Pinheiro
Desenho de Som: Leandro Oliván
Desenho de Luz: Pedro Vilela
Direção de Arte: Flávia Pinheiro
Design Gráfico: Bruno Parmera
Fotografia: Renata Pires
Caixas de Som: Emanuel Rangel, Jeffeson Mandu e Leandro Oliván
Técnico: Lucas Torres e Bruno Parmera
Realização: Grupo Magiluth

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