10 perguntas para o escritor Alfredo Neves

Colunistas

1- Alfredo Neves, fale-nos um pouco da sua carreira como escritor. São quantos livros publicados até o momento?
A minha carreira de escritor iniciou-se nos primórdios dos anos 80. Lá, nessa década, escrever parecia ter um sentido muito especial, se é que podemos dizer que tenha sentido o ato de escrever relacionado ao tempo, à época, mas, para mim a inspiração parecia fluir de forma diferente. Escrevi de uma talagada só o meu primeiro livro ‘A Marcha do Homem’, mantinha artigos para jornais e pasquins estudantis locais, escrevia teses para congressos políticos de uma tendência do PT e participava de festivais de poesias na cidade de Macau. Além, é claro, das influências dos grandes clássicos da literatura mundial e nacional na minha formação de escritor. Mas, uma coisa é certa, tanto no início como agora não é nada fácil. Lidar com as palavras requer uma acuidade e prática permanentes. Quanto à quantidade de livros até o momento são seis, incluso um livro virtual. São eles: A Marcha do Homem, A Aurora Perdida, Escritos à Insônia, 20 Sonetos Impuros e Outros Poemas, Do Virtual ao Virtual e O Amor Revelado.

2- Alfredo, fale-nos da revista cultural “Kukukaya” criada e editada por você. Quantas edições já foram lançadas? E como os leitores podem participar das futuras edições?
A Revista Kukukaya é parte integrante do Site VirtualCult (www.virtualcult.com.br), é o nosso carro chefe. A revista foi gestada com o objetivo de chancelar artigos, ensaios, poesias, estudo de caso, crônicas, contos, etc. De autores locais e de qualquer parte do Brasil e do mundo. Inicialmente a sua circulação era mensal, tempo depois optamos em torná-la bimensal, porque dá um trabalho arretado. É uma revista que hoje tem o seu público definido, apesar de não querermos definir público, mas a sua leitura se concentra mais no meio acadêmico, político e entre poetas locais. No meio Acadêmico pelo fato de ter o ISSN e isto possibilita a publicação de artigos que terão pontuação em notas extracurriculares. Já estamos na edição de Número 20 (setembro/outubro). Interessados podem enviar os seus textos para virtualcult@virtualcult.com.br. Maiores informações na opção do site: Normas Para Publicação Kukukaya.

3- Qual escritor, do passado ou do presente, você gostaria de convidar para um café?
Do passado: se pudesse ressuscitaria o baiano Jorge Amado para uma prosa regada de algumas xícaras do puro arábica. Do presente: Manoel Onofre Jr.

4- Uma obra inesquecível?
O Nome da Rosa, de Umberto Eco

5- Uma música?
Azul e Amarelo, de Lobão, Cartola e Cazuza.

6- Um lugar memorável?
Macau-RN da minha infância.

7- Um filme?
Blade Runner (O Caçador de Androides), dirigido por Ridley Scott

8- Se um ET surgisse na sua frente e solicitasse “Alfredo Neves, leve-me ao seu líder”, a quem você o levaria?
Luís Inácio Lula da Silva.

9- Alfredo Neves, além de escritor também é artista plástico. Como começou o seu interesse por essa arte?
Começou como tudo em minha vida: de uma hora para outra e de forma inexplicável. Um insight maravilhoso que colocou no meu caminho o expressionismo abstrato. Logo, como tudo que fazemos, nos aprofundamos nos labirintos do conhecimento do que é isto, para que serve a arte e o que queremos com ela. E o que quero na verdade é não me tornar inútil num mundo cada vez mais espetacular (às vezes espetaculoso), mas que nos cobra de forma permanente para participarmos das formações criativas impostas pelo que é dado pela atualidade.

10- Se pudesse recomendar um livro aos leitores, qual seria?
O Cavaleiro da Esperança, de Jorge Amado.

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