Biblioteca Câmara Cascudo ganhará ilhas de edição para audiovisual

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Biblioteca Câmara Cascudo ganhará equipamentos modernos e reposição de acervo

Já falaram que um país se faz com homens e livros. A frase atesta o completo atraso do Brasil – um projeto de nação sem homens nem livros.

Claro, há interpretações para o “homens” da frase. Até soa machista, a princípio. Encaro mais como representação do brasileiro.

Alguns podem enxergar o “homens” como nossos governantes, mas estes são eleitos por quem? Pelo brasileiro iletrado.

Não precisa ir longe para adiante da fronteira. Na Argentina, Uruguai ou na pátria mãe Portugal, as livrarias abundam em cada esquina.

No Brasil, quando muito, estão concentradas em shoppings.

Em Natal, já disse por aqui, não é diferente. Mas há boas notícias. O projeto de reforma da Biblioteca Pública Câmara Cascudo já tem empresa contratada e prazos para início e término da obra.

O processo licitatório foi concluído. Há um prazo regimental para contestação e as obras deverão começar após o recesso natalino e de fim de ano. Depois, mais seis meses, no máximo, para reabertura.

O investimento estimado é de R$ 700 mil, com recursos do RN Sustentável, afora outros R$ 700 mil de mobiliário já adquiridos pelo Governo do Estado.

A Biblioteca ganhará novo piso, esquadrias, janelas, pintura, banheiros, climatização, todo um projeto de acessibilidade, tratamento acústico, brinquedoteca, um pequeno auditório e a Galeria de Arte Dorian Gray Caldas totalmente restaurada.

Uma das boas novidades será a aquisição de duas cabines com ilhas de edição para projetos de audiovisual, além de uma bateria de computadores com internet disponível aos usuários.

E ainda um ambiente para instalação de um café e salas específicas para leitura de jornais e revistas.

Uma novidade é o acervo da Pinacoteca digitalizado no longo período em que a biblioteca permaneceu fechada e agora está disponível para pesquisa.

A diretora da Fundação José Augusto, titia Isaura ainda guarda esperança de que R$ 600 mil ainda presos no Ministério da Cultura sejam liberados. O intuito é injetar a grana no controle magnético de saída e entrada do acervo literário da biblioteca.

Aliás, o acervo de livros, estancado durante décadas, será reposto com os títulos antes comprados para o projeto Agentes de Leitura.

É um alento essas novidades. Não só a reabertura da nossa maior biblioteca, mas todo um projeto de modernização.

A Biblioteca já data quase 48 anos, fundada concomitantemente à própria Fundação. Funcionava meio moribunda enquanto estava aberta e, fechada há 8 ou 9 anos, só reforçava o descaso com nossa educação e cultura.

O museu Café Filho e o memorial Câmara Cascudo já iniciaram suas reformas.

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Comentários

2 comments

  1. François Silvestre 1 dezembro, 2016 at 13:30

    Melhor do que isso, só se for verdade. Duvido…e espero ver pra crer. Aguardemos, nicodemos.

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