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As mulheres de Bukowski (9)

“Tive uma surpresa na manhã seguinte quando April bateu na porta. April era aquela garota gorda que aparecera na festa da colagem, no meu apartamento. Eram onze horas. Ela entrou e sentou.

– Sempre admirei a sua obra – disse ela.

Peguei uma cerveja pra ela e uma pra mim.

– Deus é um anzol no céu – ela falou.

– Tudo bem – disse eu.

April pendia mais pro peso pesado, sem ser muito gorda. Tinha ancas largas, bunda grande e um cabelo que lhe escorria reto da cabeça. O tamanho dela tinha algo assim de… mastodôntico – como se ela pudesse enfrentar um gorila. Sua debilidade mental me atraía porque ela não fazia nenhum jogo. Só cruzava as pernas, me mostrando grossas coxas brancas.

– Nunca tirei licença de motorista – disse April. – Minha mãe mora em Nova Jersey.

– Minha mãe morreu.

Fui sentar ao lado dela no sofá. Agarrei-a e beijei-a. Enquanto a beijava ela me olhava direto nos olhos. Me separei.

– Vamos trepar – disse eu.

– Tô com uma infecção – disse April.

– Quê?

– É uma espécie de fungo. Nada sério.

– Será que pode passar pra mim?

– É um tipo de corrimento leitoso.

– Será que pode passar pra mim?

– Acho que não.

– Vamos trepar.

– Não sei se quero trepar.

– Vai ser legal. Vamos pro quarto.

April foi até o quarto e começou a tirar a roupa. Tirei a minha também. Entramos debaixo dos lençóis. Comcecei a mexer nos negócios dela e a beijá-la. Comi ela. Era muito estranho. Era como se aquela buceta ficasse fugindo de um lado pro outro. Eu sabia que estava lá dentro, a sensação era de estar lá dentro, mas ia escorregando pro lado, o esquerdo. Continuei batalhando. Aquilo era excitante. Acabei e rolei pro lado.”

 

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