Atraso afugenta foliões no polo da Cidade Alta

Tácito Costa
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Fotos: Frankie Marcone

Critiquei em 2016 (show de Baby Consuelo) mas não adiantou. No ano passado (Maria Alcina) também ocorreu a mesma coisa. O enorme intervalo entre o final do desfile das Kengas, o show local e o início do nacional irrita quem resolve esperar e afugenta dezenas de pessoas.

Uma bandinha de frevo tocando nesse intervalo minimizaria o problema. Mas o ideal seria o show nacional começar minutos depois do encerramento do local. Quando Sandra de Sá começou a cantar no domingo, 11, depois de Dani Cruz, metade do povo já tinha ido embora. Eu esperei estoicamente.

Fui almoçar hoje, 13, no Bardallos, e comentei com Lula Belmont, o organizador do Bloco das Kengas. Ele me disse que o show estava programado para começar no máximo 15 minutos após o de Dani Cruz. Mas, o motorista foi pegar a cantora na Via Costeira e ao invés de vir pela Via, veio por Ponta Negra, pegou um engarrafamento e resultou em um atraso de mais de uma hora.

Eu ainda questionei por que não se colocou a banda de frevo, que no final percorre algumas ruas do centro, para tocar e segurar o povo, e ele me contou que a bandinha era para chegar às 20 horas no local e só chegou por volta das 21 horas.

Acho até melhor a idéia de a banda tocar no intervalo do que sair depois percorrendo algumas ruas. Naturalmente, o público que fica para acompanhá-la é bem reduzido. Mas vá lá que seja! O que não pode se repetir todo ano é a maçada que o público leva para desfrutar do show de encerramento do desfile.

No meu caso, pelo menos, apesar de chateado, valeu a pena. No domingo, fiquei na dúvida se iria ver Sandra de Sá ou a Orquestra de Olinda, no Largo do Atheneu. Como já tinha visto o excelente show da Spok Frevo Orquestra no dia anterior, em Ponta Negra, decidi-me pelo polo carnavalesco da Cidade Alta e não me arrependi. Sandra de Sá fez um show massa, com repertório dançante e muita empatia com o público.

Só resta rezar para que no próximo ano eu não tenha que escrever sobre o mesmo problema de atraso no polo do centro. E que o prefeito, este ou outro qualquer, entenda que não cabe mais fazer populismo em cima do palco. É vaia na certa!

PS. No final, já voltando para casa, uma imagem estragou a minha noite, a de um corpo no chão a poucos metros do local do show. ITEP, polícia, curiosos. Um homem tentou evitar um assalto e foi assassinado a facadas. Revoltante e triste essa violência desembestada a nos espreitar em todos os lugares.

TagsKengas
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Tácito Costa

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