Cinco filmes que poderiam ser melhores

Tácito Costa
Destaque

Eu tenho em alta conta filmes premiados em festivais. Principalmente, nos mais conhecidos, como os do Rio, Sundance, Cannes, Veneza, Berlin, Mar del Plata, San Sebastián, Bafta e Hollywood. Embora, deste último, prefira a categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

A chancela de um desses festivais é decisiva na hora de escolher entre dezenas de filmes espalhados pelas prateleiras da Sétima Arte. Como era antes na época das locadoras.

Como é do conhecimento geral, não baixo filmes, por preguiça, e nem assisto a séries, por desinteresse. Nesse último caso, sinto-me alijado de certas conversas modernas e às vezes olhado com pena. Perdoem, sou um dinossauro.

Quanto às séries, fiquei mesmo nos episódios vespertinos de “Viagem ao fundo do mar”, “Perdidos no Espaço” e “Daniel Boone”.

Mas nem sempre filme com selo de festival cai no meu gosto. Por esses dias assisti a cinco que ficaram devendo.

Dois nacionais, “Órfãos do Eldorado”, do diretor Guilherme Coelho, e “O Gorila”, de José Eduardo Belmonte, e três estrangeiros, “Paz para nós em nossos sonhos”, de Sharunas Bartas, “É apenas o fim do mundo”, de Xavier Dolan, e “A garota desconhecida”, dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne.

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Trabalho de Dira Paes se sobressai em “Orfãos do Eldorado”

As duas produções brasileiras eu só me dei conta de que eram baseadas/inspiradas em livros depois. “Órfãos…”, na obra homônima de Milton Hatoum, e “O gorila”, na novela também homônima de Sérgio Sant’anna, no livro “O voo da madrugada”.

Sobre os dois brasileiros a mesma compreensão. Começam bem, mas do meio para o fim tomam rumos inesperados, que mais parecem ser outros filmes. “O gorila” envereda a partir da metade por uma esquisita trama policial, e “Órfãos” pela busca de uma cantora que aparece de repente na trama.

Desapontei-me com “O gorila” e “Órfãos…”, mas adorei o trabalho dos atores Otávio Müller, no primeiro, e Dira Paes, no segundo. Por sinal, Müller ganhou o prêmio de melhor ator no Festival do Rio.

A garota desconhecida critica

Cena de “A garota desconhecida”, dos irmãos Dardenne

No caso dos estrangeiros, digamos, não é que sejam ruins. Estão acima da média do que passa nos cinemas comerciais de Natal. Mas daí a ganhar prêmios… Ressalvo que o fato de terem sido premiados nos leva a um grau maior de exigência, criando uma expectativa que algumas vezes não se concretiza.

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“É apenas o fim do mundo”, premiado em Cannes

Uma curiosidade. “É apenas o fim do mundo” derrotou “Aquarius” e recebeu o Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes do ano passado. O filme brasileiro, sem bairrismo, é melhor.

As sinopses e críticas especializadas dos filmes citados você confere via Google.

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Tácito Costa

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