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Clauder Arcanjo será empossado na ANL-RN nesta sexta, dia 02

O escritor e editor Clauder Arcanjo, colaborador antigo deste Substantivo Plural, será empossado na Academia Norte-rio-grandense de Letras, nesta sexta-feira, dia 02 de março, às 19h30. Ocupará a cadeira XII, cujo patrono é o intelectual Amaro Cavalcanti, tendo como  ocupantes Juvenal Lamartine, Veríssimo de Melo e Oswaldo Lamartine de Faria. A citada cadeira ficou vaga com a morte do  médico e escritor Paulo Bezerra (Paulo Balá). Na ocasião, o novo acadêmico saudado pelo escritor Manoel Onofre Júnior. Após a cerimônia, será oferecido um coquetel aos presentes, com apresentação musical de Cristina de Holanda.

Currículo literário do escritor Clauder Arcanjo

Antonio Clauder Alves Arcanjo (Clauder Arcanjo) nasceu em Santana do Acaraú, Ceará, aos 3 de março de 1963, filho de José Bosco Arcanjo e Maria Djanira Alves Arcanjo. Engenheiro civil (Universidade Federal do Ceará, 1985), especialista em: Engenharia do Petróleo; Gestão Empresarial, e em Educação em Nível Superior. Exerceu, no Rio Grande do Norte, importantes cargos em sua área de atuação.

Atualmente, é engenheiro de petróleo sênior e gerente da plataforma Petrobras 25 (P-25), em águas profundas na Bacia de Campos-RJ.
Clauder Arcanjo é professor universitário, editor-executivo da Sarau das Letras (com mais 210 livros publicados) e apresentador, na TV Cabo Mossoró (TCM), do programa Pedagogia da Gestão, programa este voltado, há mais de 14 anos, para a divulgação das boas ações de gestão, educação e cultura colhidas em chão potiguar.

Membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL), da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Norte (AMLERN), membro e atual presidente do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), membro da Sociedade Brasileira para Estudos do Cangaço (SBEC), sócio e diretor da União Brasileira de Escritores (UBE-RN); sócio correspondente da Academia Paranaense da Poesia (Curitiba-PR) e da Academia Cearense de Língua Portuguesa (ACLP), bem como de diversas outras entidades. Clauder Arcanjo está radicado em Mossoró-RN há mais de 31 anos. Casado com a fisioterapeuta Luzia Cláudia Praxedes Arcanjo, é pai de Artur Praxedes Arcanjo, Mateus Praxedes Arcanjo e Lucas Francisco Praxedes Arcanjo. Em 2016, recebeu o título de cidadão norte-rio-grandense, outorgado pela Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Norte.

Clauder Arcanjo é autor dos livros de contos Licânia (2007) e Lápis nas veias (2009), além das obras Novenário de espinhos – poemas (2011), Uma garça no asfalto – crônicas (2014), Pílulas para o silêncio/ Píldoras para el silencio (2014) – aforismos poéticos –, vencedor do Prêmio Geir Campos, da União Brasileira dos Escritores/RJ. Em 2016, publicou o romance Cambono. E, em 2017, apresentou mais um livro de contos: Separação. Neste, textos dos críticos literários Hildeberto Barbosa Filho (Paraíba) e Nelson Patriota (RN).

Clauder Arcanjo organizou, em parceria com David de Medeiros Leite, a obra Sarau das Letras — Entrevistas com escritores (2015); com Ângela Rodrigues Gurgel e Raimundo Antonio, a coletânea Café & Poesia: volume 1 (2016); com Dulce Cavalcante e Kalliane Amorim, a obra Café & Poesia: volume 2 (2017). Também, é coautor dos livros: Semiose poética (2017), e Exercícios literários: Café & Poesia (volume 1).

No prelo, o romance Terras de Federardo, a novela O Fantasma de Licânia e a coletânea de resenhas literárias Carlos Meireles: ofício de bibliófilo.

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Comentários sobre a obra de Clauder Arcanjo:

“Um contador de histórias” – era como Erico Verissimo se dizia. A definição também ajusta-se, que nem uma luva, a Clauder Arcanjo. São histórias, com começo, meio e fim, a matéria-prima que ele utiliza.
Escritor Manoel Onofre Jr.
(Natal-RN)

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O livro de contos Lápis nas veias, de Clauder Arcanjo, possui uma grande característica: sem fugir de uma abordagem contemporânea crítica sobre o mundo, a linguagem é revestida de muitos elementos do imaginário poético.
Escritor e professor Paulo de Tarso Pardal
(Fortaleza-CE)

Em Novenário de espinhos, de Clauder Arcanjo, sentimos indubitavelmente o poeta místico. Todavia, há que dizer que esse místico pleno, sem fingimento, está longe da solidão monástica de eras passadas, sendo, pelo contrário, o homem-cidadão-poeta-irmão que não recusa o mundo, as tensões das dualidades, a dissonância do viver num planeta agora mais que nunca também crucificado de injustiças, fomes e outros males. «Nos espinhaços das favelas,/A rebeldia dos proscritos./ Obra por nós Cristo./Nos sabugos da memória,/A saga dos malquistos.» Coexistente, o seu acto de pensar, ou mesmo de esquadrinhar nos corredores de Hermes, coloca-o na problemática do conhecimento, aqui parecendo até desamparado de tutela divina, tão bem colocada nestes versos «Não cantarei/ A dor profunda/ Não tenho chave para tais guardados».
Poeta Eduardo Aroso
(Coimbra-Portugal)

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A Editora LetraSelvagem inaugura luminosamente a drummondiana coleção “Boca de Luar”, com os textos primorosos de Clauder Arcanjo. É literatura que confirma o autor na mais nobre linhagem da crônica brasileira, em que se inscrevem Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz e João Ubaldo Ribeiro, para citar apenas três honrosas companhias.
Escritor Edmílson Caminha
(Brasília-DF)

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Clauder Arcanjo manifesta estilo pessoal quando inocula as expressões líricas com as reminiscências sentimentais depositadas no seu espírito norte-rio-grandense.
Escritor e crítico literário Fábio Lucas
(São Paulo-SP)

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Em formato de novela-folhetim, Clauder Arcanjo constrói com originalidade, linguagem requintada e domínio de expressão uma trama labiríntica, em que o cotidiano dos moradores da fictícia cidade de Licânia é retratado capítulo a capítulo numa invenção surpreendente e desconcertante. Narrativa desenvolta e segura, em que realidade e ficção se entrelaçam, seduzindo o leitor com a força e a palavra de Adamastor Serbiatus Calvino (Cambono), Maria Abógada, Benarenard Péricles, Acácio, Jacinto Gamão, Gerardo Arcanjo, entre outros personagens capazes de fazer tremer as paredes de Licânia com seus uivos de paixão.
Escritora Marília Arnaud
(João Pessoa-PB)

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Dos veces bueno
Hay en España un dicho conocido por todos y muy repetido: Lo bueno si es breve, es dos veces bueno. Supongo que, en Brasil, habrá alguno igual o parecido. Y, en todo caso, eso se cumple en esta colección de relatos cortos, que es Separação, de Clauder Arcanjo. Son relatos breves, con diálogos exactos y medidos, y con desenlace a la vuelta de pocas líneas. Por eso, y porque están escritos con bella sencillez, los he leído de un tirón en esta tarde serena en la ciudad de Salamanca. Son dos veces buenos.
Don Fructuoso Mangas
(Salamanca, Espanha).

 

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