CURTINHAS: Time de Patrão, Preá, musical de fim de ano, aprovados na lei municipal e mais

Destaque

*************** O grupo de rap potiguar, Time de Patrão foi selecionado pelo maior portal especializado em rap nacional e vai compor a seleção de artistas a tocar hoje no projeto #ShowlivreDay Plus – um dia em que o estúdio do showlivre.com é aberto para novos artistas, com transmissão ao vivo. Além dos shows, há entrevistas e presença de fãs. Fica essa nota para quem criticou a escolha do grupo entre os cinco indicados ao Troféu Cultura este ano. Entre os seis artistas escolhidos pelo Showlivre.com, dois ainda serão escolhidos vencedores do #ShowlivreDay. Os vencedores ganharão um programa Estúdio Showlivre completo, além de vários outros prêmios. Os shows podem ser vistos pelo facebook ou youtube.

*************** No meio de uma solenidade para divulgação de ações voltadas ao turismo, o governador Robinho anunciou importantes projetos à cultura, mas ninguém sequer anotou. Pois foi um musical grandioso, a céu aberto, para contar a história da participação do Estado na Segunda Guerra, encenado em um de dois prováveis locais: a Fortaleza dos Reis Magos ou o “Largo da Rampa”, ambos impraticáveis, na minha opinião. Segundo o governador, os recursos já estão garantidos. Titia Isaura disse estar negociando outras atrações e um tema “mais natalino” para esse musical.

*************** O livro sobre o lado musicólogo de Câmara Cascudo, escrito como tese de doutorado do mestre Cláudio Galvão, foi reelaborado e hoje se encontra nas mãos do Sesc para publicação em livro, sob o novo título ‘Ora (Direis) Ouvir Cascudo’. Talvez um trocadilho com a canção de Belchior. Promessa de publicação até o fim do ano.

*************** A Comissão do Programa Djalma Maranhão aprovou seis projetos hoje: Social Samba (proponente: BOB Produções e Eventos LTDA); Domingo na Cidade (Ruth de Souza); Cartola Mag Número 2 (Paulo Arthur Anjos Oliveira); Turnê Rock Symphony (Mega Fone Ltda); O Canto da Lira (Lucia Maria e Silva Martins); e Turnê Pássaros Proibidos (Fábio Rocha Melo).

*************** O produtor Zé Dias fará uma mega turnê com a palestra-show A Música Brasileira e o RN no próximo ano. Serão 30 shows ao todo. E Zé ainda irá produzir dois álbuns de artistas potiguares. Ele não quis adiantar quais.

*************** O professor e poeta Márcio de Lima Dantas recebeu a incumbência da Fundação Zé Gugu em organizar o levantamento da fortuna crítica da obra de Augusto Severo para publicação de livro deste personagem potiguar.

*************** Troféu Cultura já conta com mais de 43 mil votantes, sendo a categoria mais disputada a de Melhor Atriz, com mais de 4 mil. Ano passado, salvo engano, foram contabilizados 16 mil votos. É uma premiação com enorme potencial para se tornar referência no Estado. Precisa aparar umas arestas, que estão sendo aparadas a cada ano. Que esse ano seja a da cerimônia de entrega dos troféus.

*************** Falar em premiação, outra notícia importante para nosso cenário musical também vai acontecer em dezembro. O produtor e idealizador Marcelo Veni ainda busca parcerias e patrocínios, mas confirmou a realização da 14ª edição do Prêmio Hangar. Vivas!

*************** A FJA tornou sem efeito o pagamento de R$ 153 mil ao então editor da Revista Preá, Mário Ivo Cavalcanti. Mas Aílton Medeiros garantiu que a publicação sairá da toca e ainda escolherão o novo editor. E já para dezembro tem nova edição da revista Carcará. Sigamos com O Galo e a Carcará, por enquanto, que já é grande coisa nesses tempos de liseu absoluto.

*************** Para finalizar, uma opinião mais alongada que uma nota e mais curta que um post: os prêmios não são totalizadores. O Oscar não é o cinema. O Prêmio Jabuti não é a literatura, etc. Mas é a partir dele que surgem discussões, que surgem notícias, divulgação, novos ouvintes, novos públicos, novos convites, novas visualizações; novidades sobre o tema, ou sobre artistas, ou sobre seus trabalhos, suas peças, suas músicas, seus livros. Acho um barato as premiações, embora via de regra discorde dos indicados e vencedores. E tanto o Troféu Cultura quanto o Prêmio Hangar merecem o prestígio da classe artística já que eles têm o propósito de prestigiá-los. É quando ganham todos. Infelizmente não consegui inscrever o projeto do Troféu Cultura na lei estadual. Tinha a intenção de formatar o projeto com a Tatiane Fernandes. Portanto, não sei como será próximo ano. Mas acredito que se mantenha e dê alguma visibilidade aos indicados. Um livro na estante só interessa à estante. Uma música na gaveta só fica bonita na gaveta. Pois.

ABRAÇO PLURAL: A Alcides Sales, desbravador da nossa cultura indígena e cigana. Um trabalho primoroso, incansável e sem mídia. Merece todo o reconhecimento.

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