Crônicas e Artigos

Dance!

pes-de-bailarina

Então, eu poderia se tivesse tempo, fazer um texto com uma longa explanação, expondo os meus pensamentos. Poderia fazer alguns elogios, poderia dar um conselho ou, quem sabe até, equivocadamente pensar que pensei o que pensas.

Mas, como numa mágica, aos que escrevem e aos poetas loucos que somos, toda palavra vira um tema.

Pensei na bailarina e comparei-a às lutas do nosso cotidiano, às surpresas da vida, ao camarim da alma de cada um de nós. E lá sentei-me no camarim da minha, meditando nos que dançam no palco da vida.

Remeto-me aqui numa breve comparação entre o sacrifício e o que parece ser só belo: vida. E, no entanto, somos expectadores e somos plateia do nosso próprio balé. Dance……………

Dancemos. Dance. Por que o espetáculo vida é uma festa de plumas e dor. É um balé finito com ou sem expectador.

Dance…

Eu sou a plateia que assiste em silêncio os passos graciosos da bailarina.

Ela nos parece perfeita e bela, quem não desejaria assim com tanta graça dançar e fazer sorrir a todos?

…No entanto dentro das sapatilhas existem dois graciosos pés cansados e mutilados pela dor.

…Nem por isto ela desiste da dança. Ela segue sorrindo e dançando, mesmo com toda dor, faz nascer aplausos e brilha.

Dance!!

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