De homenagem, bênção de mãe, lua e discursos, tudo junto e misturado

Tácito Costa
Destaque

Foto acima de Eliabe Alves

E eu tomei a melhor sopa da cidade, por volta das 18 horas, como previu Alex de Souza, e na saída fui intimado para o almoço no dia seguinte, “venha que amanhã é feijão verde com galinha”. Assim é covardia, pensei comigo, não tem ser humano que resista.

Dei tchau, recebi bênção sagrada de mãe, “Deus te proteja’,  e segui em frente.

Ainda deu pra ver de relance aqui do bunker da Cidade Alta, a tal maior lua dos últimos 70 anos, embora um amigo meu tenha me dito que não viu nada demais, ela estava com brilho e tamanho habituais, atribuiu todo o frisson no entorno das praias à mídia, que faz gato e sapato do povo.

Eu que também sou besta que só a moléstia lamentei não poder me demorar na contemplação à lua por conta da solenidade na Academia de Letras, onde, como vocês já sabem fui homenageado com o Mérito Acadêmico Agnelo Alves.

anl-1-homenagem

Uma homenagem, óbvio, menos a pessoa em si. E mais à militância no jornalismo cultural, e a projetos como a revista Preá (mérito muito mais de François Silvestre), e a este Substantivo Plural, que faz dez anos em 2017, criado por mim, mas que indiscutivelmente ganhou maior realce e importância com a chegada de Sérgio Vilar e Conrado Carlos.

Eu fiquei na dúvida o dia todo se levaria as meninas. As meninas aí, claro, são Clarice e Cecília, esclareço logo porque a maldade desse povo do WhatsApp não reconhece limites. rs Acabei indo só mesmo. Fiquei com pena de submetê-las àquelas cerimônias cansativas da academia. (Foto à direita de Alex Régis)

Minha esperança é que com a chegada da nova geração literária à imortalidade, Lívio Oliveira, Thiago Gonzaga, Carlão de Souza, Jóis Alberto, Homero Costa, Gustavo Sobral, Demétrio Diniz, João da Mata, Carmen Vasconcelos, entre outros nomes destacados das nossas letras, isso mude um pouco.

Felizmente os cinco discursos proferidos durante a solenidade não foram muito longos, uma tradição da casa. Detive-me nos de Tarcísio Gurgel, com pitadas de irreverência e humor, e no de Paulo de Tarso, culto e clássico como já é de se esperar.

Acho legal a iniciativa da ANL. Ameniza um pouco o fato de Natal não dar a devida atenção aos seus valores culturais. A gente reclama disso com razão.

Claro que sempre se poderão levantar ressalvas sobre um nome ou outro escolhido. Por que este e não aquele etc. Isso é inevitável, mas entre os indicados – isso vale para as instituições de um modo geral – sempre haverá pessoas merecedoras. Pelo menos para uns!

Share:
Tácito Costa

Comentários

Leave a reply