Literatura

Escritores Nutella desembarcam em Cuba

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Escritor nutella viaja de avião, enquanto escritor raiz, só viaja de busão.

Um escritor para ser raiz, precisa estar atento ao que acontece nas ruas e quais os memes estão em voga no momento; o escritor nutella passa batido. E com o último meme encontrado em redes sociais, não foi possível deixar de lembrar de alguns escritores nutella. E na tal cidade onde ainda se diz, que em uma determinada época, havia um poeta em cada rua e em cada esquina um jornal. Hoje com poucos jornais, já não há mais gazeteiros nas esquinas. Os poetas saíram de casa e buscaram outras alternativas, para expor seus trabalhos. Longe dos ouvidos mas ao alcance dos olhos, na palma da mão..

Na tal cidade os aviões deixam rastros no céu (trilhas de condensação), em direção ao seus destinos, deixando a cidade para trás, com alguma comunicação com a torre. O escritor nutella precisa de um outro porto e outro aeroporto. além da tal cidade esquecida. Uma cidade formada por dunas, que modificam a paisagem com os ventos. Modificam as ideias constantemente, igual ao vento. O escritor raiz, enxerga o mundo a partir do lugar onde pisa, mesmo que as areias entrem nos olhos, mesmo que o vento mude de direção, trazendo chuva e inundação.

Um grupo de escritores na onda nutella viajou para a ilha de Fidel, enquanto outros escritores ficaram fortalecendo uma raiz. No momento que a cidade de Natal vai perdendo suas últimas livrarias, escritores embarcam para mostrar seus trabalhos em uma feira no outro hemisfério do mundo, Em Natal perdeu-se a livraria que tinha um foco na literatura local, um forte argumento para ganhar um prêmio Nobel local. A outra livraria ainda existente, vem sendo cobiçada pela rede Amazon, e os escritores partem para uma saraivada em outro continente.

Não foram disputar torneios e olimpíadas, parecem piadas, mas viajaram de Gol ou de Copa. E na falta de um HUB que levaria a todos os lugares do mundo, foram obrigados a embarcar em Recife, com o primeiro trajeto percorrido de ônibus, até chegar no aeroporto pernambucano que tem contato com o mundo. Na história, ali também se instalaram os holandeses. No RN só ficaram botijas.

Um grupo de escritores viajou na maionese com destino a ilha de Cuba. Foram em Cuba lançar um livro com seus escritos, em prosas e versos com direito a bilíngue. Levaram na bagagem outros livros, e dentro de um mesmo livro, outros autores potiguares. Saíram com o compromisso de divulgar a obra do paquiderme norte riograndense, recusaram as feiras do Carrasco e do Alecrim, ou até das Rocas. Não quiseram saber sobre FLIN, ou FLIQ, nem Flipipa. Não optaram pela FLIP, queriam a feira do país limitado a uma Ilha. Uma ilha maior que seus quintais, na fazenda asfaltada.

E agora lembramos do grupo Língua de Trapo, parafraseando uma música, com detalhes comunistas. Viajaram para Cuba, e ao invés de estudar e pesquisar sobre a luta armada, foram mostrar seus livros com versos para a namorada. Foram no comportamento simbólico da liga da igreja católica, enquanto outros ficaram na linha da Opus Dei. Infelizmente não pude, não pude jantar com vocês no Maksoud.

Escritor nutella viaja para outro país para apresentar seus livros. Escritor raiz fica na cidade, criando ideias, escrevendo em postagens de redes sociais, ao menos uma frase. E se não tivesse internet escreveria em um guardanapo. Em um papel de caderno, faria uma gaivota e jogaria pela janela, divulgando o seu trabalho. Escritor nutella precisa de um livro para ver seu trabalho concluído e reconhecido. Escritor raiz escreve em blogs e redes sociais, para ver seu trabalho acessível a todos, na palma da mão inclusive, mudando as páginas com auxílio dos dedos, igual em um livro..

Aguardemos o retorno do grupo para contar suas histórias e suas experiências. Contar sobre suas doses de mojito, permitindo falar fluentemente o castelhano em ambiente cubano. Contar em quais países agora são conhecido os seus livros. Apesar das tecnologias e da possibilidade de participar de feiras internacionais, existem coisas do oculto, que podem ser resolvidas no caldeirão da própria casa; ou podem ser encomendado com o uso de um voodoo.

“No creo en brujas, pero que las hay, las hay”

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Comentários

3 comments

  1. Roberto Monte 5 março, 2017 at 22:53

    Artigo nojento. De uma pessoa que desconhece a articulação dos que foram a Feira do Livro de Havana.Nojento e escroto, para ser mais direto. Meu caro Tácito, sei que você é um cabra sério, mas dessa vez, o Substantivo Plural navegou na maionese…

  2. José de Castro 11 março, 2017 at 16:18

    Quer dizer que quem publica livro é nutella e quem escreve em blogs é raiz? Tão raso isso… Tá cheirando a despeito por nunca ter publicado um livro… Será? Não se pode ser tão simplista e criticar tão sem fundamento assim… O artigo ainda demonstra desconhecimento, pois muitos dos escritores que viajaram estiveram na FLIQ, na FLIN, na FLINÍSIA e em outros encontros locais, inclusive no interior do estado… Quer mais raiz que isso? Se não quer, vá plantar batatas….

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