Crônicas e Artigos

Lembrando a juventude alemã de triste memória

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O jovem nazista, da juventude associada, era uma “perfeição” ariana de forma, feito na fôrma de fazer sapatos. Esses jovens Promotores do Ministério Público também passam essa impressão. Sem discutir o mérito das ações ou dos folguedos. Dos holofotes ou dos gráficos de péssimo gosto plástico. Quero falar da forma e da fôrma. Vejam os cabelos. Não há um fio sequer fora do nível. Tudo aparado e alisado como se fosse uma peruca de acrílico. Nos que têm barba, os pelos da face são arrumados escalonadamente. Fio por fio. Até os óculos não parecem necessidade ótica, mas equipamento da maquiagem ariana. Os gestos são treinados, em que as mãos vão fazendo uma coreografia com a fala enviesada, nem sempre respeitosa ao vernáculo. Meu Deus! Que país é esse? Em que a investigação precisa do conluio da festa pública exposta na propaganda, permitindo ao acusado defender-se antes da intimação para fazê-lo. Zorra total e absoluta. Pobres promotores de caráter, mesmo ricos de salários. Quem os paga? O Povo. O Povo que não teve acesso à universidade. A mesma Universidade que os leva da sala de aula e dos concursos ao usufruto do poder sem que tenham passado pela vida!

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Comentários

3 comments

  1. Rizolete Fernandes 17 setembro, 2016 at 10:59

    Palmas, François! Só mesmo você para expor de forma tão sintética e, a meu ver, com êxito, magnitude e profundidade dos sentidos que o tema envolve! Continua afiado, meu velho!
    Abraço,
    Rizolete

  2. José Saddock 17 setembro, 2016 at 12:40

    Concordo plenamente com François – Parece, também, com reunião de grupo escolar… licença fessora, mas eu sou nazista… “Pobres promotores de caráter, mesmo ricos de salários. Quem os paga? O Povo. O Povo que não teve acesso à universidade. A mesma Universidade que os leva da sala de aula e dos concursos ao usufruto do poder sem que tenham passado pela vida!” – Parabéns, meu camarada!

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