Crônicas e Artigos

Marco da educação

diocesano

Março é mês de celebração para um dos mais importantes marcos da educação potiguar: Colégio Diocesano Seridoense! “Em sessão soleníssima presidida pelo Exmo. e Revmo. Sr. Bispo Diocesano D. José de Medeiros Delgado, às 15 horas, do dia 1º de março de 1942, realizou-se a inauguração dos primeiros salões do Ginásio Diocesano Seridoense.” Festa grande para um projeto audacioso, cuja liderança de Dom José de Medeiros Delgado e a efetiva participação de Monsenhor Walfredo Gurgel foram determinantes.

No domingo, 1º de março de 1942, dia da inauguração, presentes autoridades, sacerdotes, freiras e representação das famílias caicoenses. A ata de fundação menciona a presença dos Prefeitos Floriano Luciano (Parelhas), Pedro Isidro (Jardim do Seridó) e Inácio de Medeiros Dias (Caicó), além de registrar a “bela alocução” do Revmo. Pe. Dr. Walfredo Gurgel na ocasião. Aliás, Padre Walfredo, depois Monsenhor, foi o primeiro diretor do Ginásio Diocesano Seridoense, ladeado pelo Padre Manuel da Costa (Vice-Diretor); Menorista Aderbal Leitão Vilar (Secretário) e Padre Milton Medeiros (Diretor Espiritual). O primeiro médico do GDS foi Dr. Abílio Medeiros. O patrono escolhido foi São Luís de Gonzaga, padroeiro escolhido pela Igreja Católica para a juventude e estudantes.

Monsenhor Walfredo foi Diretor no período de 1942 a 1946 e de 1955 a 1961; de 1946 a 1950, o GDS foi dirigido pelo Padre Manuel da Costa; Padre Sinval Laurentino, de 1950 a 1952, sendo substituído na direção pelo Padre José Celestino Galvão. Em 1961, quando Monsenhor Walfredo se afastou para mais uma campanha eleitoral, a direção foi entregue ao Padre Itan Pereira da Silva que ficou por lá pouco tempo, até 1964, quando a direção foi entregue a Monsenhor Ausônio Tércio de Araújo que se entregou de corpo e alma ao Colégio e permaneceu no cargo até 2015. O diretor atual é o Padre Francisco de Assis Costa.

Dentre as anotações importantes do livro de tombo, feitas pelo Padre Itan Pereira da Silva uma refere-se aos alunos fundadores do GDS. Segundo Padre Itan são os seguintes nomes: Agostinho Vilar Neto; Aristides de Medeiros Brito; Darci Medeiros; Edilson Santos de Medeiros; Epitácio Ouriques da Silva; Evaristo Félix da Silva; Felipe Segundo de Medeiros; Francisco Pereira; Geraldo Gonçalves da Costa; Gessy de Assis Dantas; Hamilton Santos Medeiros; João Diniz Filho; Joaquim Monteiro da Nóbrega; Joaquim Pereira Filho, José Alcione Pereira; José Geraldo Moura da Fonseca; José Medeiros Brito; Manuel Teixeira de Araújo; Paulino de Medeiros Dantas; Pedro Militão Soares de Brito; Perdival Pereira; Severino Santos e Wilson Alves da Nóbrega. Também esclarece o livro de tombo a data de mudança de GDS para CDS. A mudança ocorreu no dia 26 de fevereiro de 1964.

Muitas gerações do Seridó e de fora passaram pelos bancos do CDS. E o melhor: o CDS marca. Quem entra no Colégio não sai sem um pouco dele. E o que leva tem consistência, tanto para o exercício da cidadania, quanto, para os que desejarem, a vida de fé.

Enfim, de 1942 a 2017 são 75 anos de história. A qualidade da pedra fundamental contagiou positivamente a obra toda e ainda tem muito o que contar pela frente! Enquanto, neste rincão do Seridó que a gente ama, brilhar olhos de juventude na busca do saber, apreensivos ou surpresos com as primeiras lições de história, ciências ou operações matemáticas, estará erguido o já – quase – centenário Diocesano, templo de formação moral, de hinos de glória e fé, marco da educação seridoense.

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Fernando Antonio Bezerra

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