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Material histórico da Fortaleza dos Reis Magos sumiu (?)

A administração do Iphan para a Fortaleza dos Reis Magos não cansa de decepcionar. Soube que a principal operadora de turismo do Estado, a CVC, cancelou qualquer visita ao talvez principal ponto turístico da capital. E hoje recebo denúncia de que o material de cunho histórico antes exposto nas dependências da Fortaleza, quando da gerência estadual, simplesmente sumiu. Essa denúncia, inclusive, foi remetida ao prefeito de Natal, Cadu Alves, cobrando solução.

O material é composto por peças da época: armas, móveis, vestimentas, quadros e referências aos índios, ao marco de Touros, ao domínio holandês, etc. Segundo a denúncia, o guia turístico da Fortaleza informou que o Iphan desconhece o paradeiro desse material. E aí vem a divergência de informações.

Segundo titia Isaura, o material realmente sumiu, mas só da Fortaleza e por rejeição do próprio Iphan. Foi oferecido e o Iphan não quis! Resultado: a capitã da nau cultural do Estado arrumou melhor proveito para o acervo. Montou uma mega exposição intitulada História da Cidade do Natal, que estará aberta à visitação a partir desta quarta-feira (23), nontada, em parte, com esse material “sumido” da Fortaleza.

Essa exposição vai além do material antes exposto na Fortaleza, agora incrementado com referências do folclore, da presença do negro, das figuras de André de Albuquerque e de Frei Miguelinho, da Natal comunista por três dias, também a Natal capital mundial da aviação no período da Segunda Grande Guerra, a Natal do futuro, etc. E tudo “narrado” por textos de Cascudo, fazendo um link com nossa matriz Indio/Europeu/Negro, ou seja: também material sobre Caboclinhos, sobre a Nau Catarineta, Fandango, e também a Dança do Espontão.

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Comentários

5 comments

  1. Luis Carlos Freire 19 julho, 2014 at 11:15

    Ato criminoso, absurdo, inaceitável. Dói na alma saber que semelhante material tornou-se fragilizado a ponto de “sumir”. A culpa é de uma má administração somada a governos retrógrados, provincianos que olham a arte, a cultura , a história como terciárias. Nossas coisas já são tão acanhadas, e com uma dessas? Ficará por isso mesmo?

  2. Onésimo Santos 19 julho, 2014 at 16:30

    Senhor Jornalista,
    Informo a vossa senhoria que os materiais a que se refere sua matéria são peças expográficas, réplicas, manequins, vestimentas e painéis, desprovidos de qualquer valor histórico e que foram produzidos para a Fundação José Augusto para serem expostos no Forte dos Reis Magos. Trata-se portanto de propriedade da Fundação José Augusto que lhe dá o uso que julgar oportuno e conveniente.
    Lamento que vossa senhoria não se tenha dado ao trabalho elementar de confirmar junto ao Iphan a informação recebida, criando uma manchete sensacionalista que sequer é confirmada no corpo da ‘notícia’.
    Aproveito esta mensagem para sugerir também, posto que vossa senhoria sequer se dá ao trabalho de aprender que há atribuições distintas para as três esferas da administração pública do Brasil, que não se dê ao trabalho de incomodar o prefeito da cidade com um assunto que, ainda que fundamento tivesse, não seria de sua alçada.
    Respeitosamente
    Onésimo Santos
    Superintendente do Iphan no Rio Grande do Norte

  3. François Silvestre 19 julho, 2014 at 19:06

    E sabe quantas vezes a Procuradoria do Patrimônio Público do Ministério Público do Rio Grande do Norte vai fazer alguma coisa? Nenhuma. Mas me processou e quer que eu devolva o dinheiro gasto na Recuperação do Forte durante minha gestão. Sabe por quê? Porque os inúteis não processam os inúteis. Quem nada faz tem a colaboração do silêncio dos colegas da inutilidade. E a mídia é escrotamente cúmplice dessa safadeza. Não fazer merece o prêmio do sossego! Bando de filhos da puta!

  4. Anchieta Rolim
    Anchieta Rolim 22 julho, 2014 at 17:23

    “…Sabe por quê? Porque os inúteis não processam os inúteis. Quem nada faz tem a colaboração do silêncio dos colegas da inutilidade…” François, assino em baixo! Essas nossas instituições culturais e seus cabeças pensa(ntes), são fracos demais.

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