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Morre em Natal o poeta Bob Motta

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Morreu esta manhã (07.07), aos 68 anos, o poeta Bob Motta (Roberto Coutinho da Motta), autor de “Preservando o Matutês” e “No cantinho do Zé Povo”, entre outros livros.

Era integrante da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Trovadores, do Instituto Histórico e Geográfico do RN e do grupo da Casa do Cordel.

Bob Motta estava internado no Hospital Onofre Lopes se tratando de um câncer. O velório ocorrerá no cemitério Morada da Paz da rua São José, em Natal, a partir das 14 hs. O corpo será cremado na manhã de sábado (08.07).

No ano passado, o seu livro mais conhecido, “Preservando o Matutês”, ganhou uma terceira edição, com 7.124 verbetes. A obra reúne as expressões que estão na boca do povo nordestino. A primeira edição foi lançada em 2001 com 3.153 palavras já conhecidas pelo autor. Em 2004, para ajudar a aumentar o vocabulário matuto, Motta optou por realizar pesquisa de campo e bibliográfica, conseguindo publicar um total de 5.169 verbetes. Para isso, viajou pelos sertões de Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará.

Conheça um pouco mais sobre o poeta

 

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Tácito Costa

Comentários

1 comment

  1. François Silvestre 8 julho, 2017 at 16:40

    Vi há pouco, na Coluna do Herzog, informação sobre o falecimento de Bob Motta. Escriteiro, como se definia, poeta popular na raiz da batata de purga. Purgava dores nos versos. Dizer o quê? Não dizer. A última vez que o vi, foi num momento difícil pra nós dois. Após a infecção do foliaduto. Eu, por ser presidente da FJA e ele por ter um filho envolvido no episódio. Eu estava num bar, na Praça André de Albuquerque, quando passou uma pessoa numa moto. De capacete, o motoqueiro olhou pro meu lado. Não entendi quando ele fez a volta na praça, parou a moto e dirigiu-se a mim. Ao tirar o capacete, reconheci. Era Bob Motta. Abraçamo-nos por longos minutos. Ele chorou, eu também. Nenhum de nós disse nada. Ficou aquele silêncio ardido no peito.

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