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Perfis literários: Edson Soares

Jornalista, escritor, cineasta, roteirista, editor e produtor cultural, Edson Soares nasceu em Serra Negra do Norte (RN), e começou a sua carreira bem jovem na cidade de Caicó, como locutor e repórter policial da Rádio Seridó. Vindo para Natal, trabalhou como repórter e redator de programas na TV Ponta Negra, além de escrever crônicas e artigos em jornais do Estado. Também foi Diretor da TV Câmara Natal e exerceu as funções de Vice-Presidente da Funcarte. Numa temporada em Mossoró, na década de 1990, ele esteve à frente da editoria do tradicional jornal “O Mossoroense”. Há algum tempo, Edson Soares tem se dedicado a planejar vários projetos para o cinema, participou de editais e concursos, e fez inúmeros trabalhos na área do audiovisual. Recentemente, conseguiu viabilizar o longa metragem “Nova Amsterdã” e também a minissérie denominada “Omicron”.

“Nova Amsterdã” conta uma história do tempo da dominação holandesa no Rio Grande do Norte, no século XVII. Compõem o elenco do filme grandes nomes do cinema nacional, como a consagrada atriz Joana Fomm e Paulo Cesar Pereio. Lançamento previsto para dezembro deste ano.

O segundo projeto de Edson Soares, a minissérie “Omicron”, que se inspira no conto “O Imortal”, de Machado de Assis, trata da história de duas famílias que vivem no ano de 2080, e fogem do Nordeste devido a um meteoro, que causa grande devastação. Foi gravada em alta definição e terá 12 episódios.

As duas produções citadas têm recursos financiados pelo Fundo Setorial Audiovisual. Segundo Edson Soares, aproximadamente, R$ 1,5 milhão foi investido nesses empreendimentos.

Tendo conseguido produzir dois projetos significativos, o percurso do cineasta serra-negrense foi bastante longo. Em meio à descrença e a falta de recursos, o filme “Nova Amsterdã”, por exemplo, demorou vários anos para sair do papel.

“Diziam que eu era megalomaníaco. Mas acreditaram no meu roteiro e consegui a verba para a produção. Não foi diferente de “Omicron”, as pessoas diziam que eu era louco por querer uma série que se passa no futuro, mas consegui. Para conseguir fazer cinema é preciso sonhar grande” – afirma o cineasta

Na área literária, Edson Soares também vem obtendo êxito.

São vários livros de sua autoria até o momento: “Temporada de sangue” (romance, 2015), “Confissões do sefardita errante” (romance, 2016), “O Fim que os deuses darão a mim ou a você” (romance, 2017), “Nova Amsterdam” (roteiro cinematográfico, 2016), “Amanhã há de ser outro dia” (em e-book), “Os últimos passos do enforcado”, inspirado no enforcamento de um escravo ocorrido em Natal , e descrito numa crônica de Câmara Cascudo. “Os últimos passos do enforcado” será publicado, este mês, pela Cja Edições em versão impressa.

”Temporada de sangue”, o primeiro romance escrito por ele, foi selecionado pelo FIC-2014, em seguida “ Confissões do sefardita errante, ganhou o Bolsa Literária do MINC-2014. O romance “Confissões do sefardita errante” foi premiado pelo Ministério da Cultura, em 2014, através da Bolsa de Fomento à Literatura, ficando em primeiro lugar na categoria “Criação Literária” na região Nordeste. Concorreu com mais de 200 outros romances. E em 2003, quando ainda tinha outro título e não estava acabado, “Confissões” recebeu uma menção honrosa do júri do Prêmio “Câmara Cascudo” da Funcarte.

Com seus romances e contos de grande apelo junto ao publico leitor, o escritor obteve vários prêmios e menções honrosas em concursos literários, inclusive recentemente, ficou entre os finalistas do premio Kindle de Literatura.

Outra curiosidade sobre esse polivalente artista; gravou um CD, bastante instigante, e com musicas autorais, no final da década de 1990. Atualmente Edson Soares está editando/ organizando o depoimento de Miriam de Souza, viúva do ex-radialista e político potiguar Carlos Alberto de Souza, para um livro que será publicado ainda este ano.

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Thiago Gonzaga

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