Crônicas e Artigos

Poesia crua

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A vida, quando foge da nossa medíocre programação, é poesia pura e crua. Seja no sublime, seja na tragédia. Por mais que as religiões se esforcem, a vida não tem lógica, ninguém conhece seu sentido. Os deuses do acaso e do destino são dois bêbados viciados em ironia.

Só nos resta o lugar de platéia impotente diante do inexorável. Há quem enxergue poesia, há quem se recuse a pagar o ingresso.

Eu tive o privilégio de na adolescência dividir o mesmo espaço de trabalho com Domingos Montagner e seu parceiro de picadeiro Fernando Sampaio (a quem eu pentelhava chamando de Sábados). Duas figuraças! Dois grandes artistas circenses encantando uma equipe sonhadora de ginástica olímpica. Nos ensinaram muito.

Hoje tá sendo difícil digerir o desfecho desse enredo”.

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